quinta-feira, 4 de julho de 2019

Concílio Vaticano 3º.?


Para nós, católicos da Igreja militante, o panorama está se enegrecendo cada vez mais na Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana.
            A ofensiva esquerdista que está sendo preparada no Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia prenuncia uma verdadeira revolução não só a respeito da maneira de ver a Igreja, mas com reflexos apocalípticos para toda a ordem mundial.
Há pouco foi publicado o documento Instrumentum laboris que define a pauta desse Sínodo. É verdadeiramente assustador! Poderia muito bem se chamar de documento preparatório do Concílio Vaticano 3º., pois esse Sínodo está para o Concilio Vaticano 2º. como este está para o Concílio de Trento.
            Em outras palavras, a verdadeira explosão de modificações pastorais e doutrinárias que o Concílio Vaticano 2º. provocou na Igreja se repetirá com o lançamento da Igreja Amazônica, mas num âmbito muitíssimo mais grave e radical. A tal hermenêutica da continuidade, já impossível, pura e simplesmente se evapora.
            Para ajudar a compreender melhor o que estou dizendo é preciso retrocedermos ao Pontificado antimodernista de São Pio X, que pautou sua vida em combater o modernismo, heresia que, segundo ele, continha em si todas as heresias.
            Após São Pio X começou um afrouxamento no combate ao modernismo, que depois deu lugar à ascensão paulatina de uma doutrina que é o próprio modernismo revestido de hipócritas aparências, e que chamamos de progressismo.
            Ao mesmo tempo foi gerado um amolecimento sentimental na alma dos católicos que lhes subtraiu a combatividade e inoculou um espírito entreguista, concessivo, meloso que se foi acentuando até o Concílio Vaticano 2º. 
            Suficientemente amolecidos os católicos, foi possível lançar as “novidades” do Vaticano 2º., e depois a crescente desfiguração do espírito e da mentalidade católicas. A Teologia da Libertação ganhou impulso e a esquerda católica se robusteceu muito.
Uma parte do rebanho se escandalizou com o progressismo e o recusou. A estes foi oferecido, ao invés da espiritualidade tradicional católica o carismatismo oriundo dos protestantes pentecostais americanos.
            Essa mudança na Igreja escandalizou a muitos católicos de fé fraca, os quais, sem convicções profundas, preferiram abandoná-la em troca de religiões protestantes.
            Nada foi feito de relevante pelos Pastores para trazer de volta tais ovelhas, porque a postura ecumênica da esquerda católica ensina que não há gravidade a mudança de religião. Por isso assistimos desde o Concílio Vaticano II até hoje o rebanho católico brasileiro diminuir de 97% para pouco mais de 50% sob a indiferença de grande parte dos Pastores.
            Concomitante a isso, o Clero foi se desfigurando cada vez mais, perdendo sua sacralidade, respeitabilidade e santidade, e se mostrando cada vez mais amigo dos antigos lobos dizimadores do rebanho.
            Notícias de escândalos morais dos mais pesados cometidos por um número enorme de clérigos enchem os jornais de numerosos países do mundo, deixando ainda mais perplexas as ovelhas.
            Com profunda tristeza, vemos o atual Pontificado impregnado de coisas inusitadas, de contínuas atitudes francamente perplexitantes, e frequentemente emitindo declarações contrárias à doutrina tradicional, semeando nas almas uma dúvida generalizada sobre o que é propriamente a Igreja Católica, quais são seus princípios verdadeiros e imutáveis, e impondo as perguntas: o que está certo? O que está errado?
            E é justamente no meio desse caos religioso que é convocado um Sínodo que vai lançar praticamente uma nova igreja, totalmente adaptada aos índios, mas que será uma nova face a ser aplicada, conforme anunciam seus responsáveis, para a Igreja no mundo inteiro. É o anúncio de uma revolução profunda, que destruirá totalmente a ideia verdadeira da Igreja na maioria dos católicos lançando-os numa crise de Fé jamais vista.
            Caso esse plano tenha sucesso, os católicos que aderirem a isto mudarão de religião e o imenso rebanho de Nosso Senhor Jesus Cristo se reduzirá a uma minoria. Minoria essa que, provavelmente, terá muito que sofrer. Mas será sustentada pela promessa de Nosso Senhor de que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja, e vencerá com Ele no Triunfo do Imaculado Coração de Maria prometido por Nossa Senhora em Fátima.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

A turquesa rompida livrou o Brasil


Todos estamos presenciando como a grande mídia está atacando desabridamente o governo. Chama a atenção o destempero e o ódio que a move bem como a infinidade de picuinhas que a atiçam. Como era diferente no tempo do PT em que ela, escandalosamente promoveu a comunistização do País.
     Se nós os brasileiros chegamos ao fundo do poço no qual estamos, em grandíssima parte é pelo imenso apoio que tal mídia deu ao petismo, é certo.
     Isso explica um aspecto do problema, mas não explica tudo.
     Outra grande força que apoiou escandalosamente o petismo foi o clero de esquerda. Quantas missas, quantas homilias, quantas campanhas da Fraternidade, quanta doutrinação feita nos confessionários etc., de cunho nitidamente esquerdista jogaram a favor das eleições dos presidentes petistas, aliás fato confessado descaradamente por um deles numa entrevista: “Eu fui eleito pelas CEBS”.
     Nós presenciamos invasões de terras, industrialização de índios “feitos em camarins”, fomentação de luta de classes e de raças emanadas das sacristias, INFELIZMENTE!
     Ao mesmo tempo, o mundo “artístico” impulsionado por forças poderosas de dinheiro se encarregou de criar modas imorais e até malucas, músicas carregadas de mensagens “libertadoras”, grafitagens ilógicas para não dizer caóticas, e outras coisas que foram desmontando a estrutura cristã das almas e substituindo-a por outra coisa inteiramente afim com a completa inversão da ordem. É só sair às ruas e ver.
     Quando, porém, a onda conservadora gerada pelo despertar da maioria da Opinião Pública manifestou o seu enfaramento e a sua recusa, todas as articulações esquerdistas que mencionei acima se puseram em sonora polvorosa, mais ou menos como uma fera quando a caça lhe escapa das mãos.

     Imagine leitor, leitora, o seguinte: Um homem trabalhando numa forja imensa. Com uma turquesa ele agarra uma peça à qual ele quer dar uma certa forma. Ele a firma com a turquesa, a amolece no fogo e a modela com um martelo. Bate, bate, bate, até que a peça esteja como ele quer.
     Imagine o estrago no plano do ferreiro se a turquesa se quebra de tanto ele usá-la. De tanto segurar a peça que martela, dado momento o eixo que une as duas partes da turquesa se quebra e o ferreiro já não tem como firmar a peça que está formando. Se ele martelar a peça sem a turquesa, a mesma voará longe. Martelá-la dentro da forja, no fogo, é impossível. E o martelo perde a sua capacidade de ser eficaz na formação da peça.
     Pois bem. O que aconteceu no Brasil foi a quebra da turquesa formada de duas forças: a grande mídia e a esquerda católica. A força da mídia era para inculcar as ideias de esquerda, o socialismo, o comunismo, o ecologismo, a ideologia de gênero etc.
     Já a esquerda católica, que constituía o outro braço da turquesa, tinha o papel de fazer a opinião pública aceitar remodelar a sua consciência católica pelo ideal da teologia da libertação etc. É o mesmo ideal da grande mídia adaptado ao aspecto espiritual.
     O que fez quebrar a turquesa foi a perda da confiança da opinião pública brasileira nos dois braços da preciosa ferramenta.
     O fogo da forja, que amolece a peça, é a revolução cultural, a guerra nas tendências que atua preparando psicologicamente as pessoas para aderirem aos ideais da esquerda. Daí belas atrizes defenderem ideais inteiramente da esquerda, certos craques do esporte se ufanarem de serem esquerdistas (embora nababos).
     O martelo representa tudo o que era imposto pela força governamental ou pelos órgãos públicos.
     Isso tudo junto visava fazer do Brasil uma outra Venezuela!
     Mas Nossa Senhora Aparecida nos protegeu.
     Quem era o ferreiro? Já percebo a pergunta em seu espírito.
     Porém este artigo esgotou seu tamanho, fica para uma outra vez.
     O que cabe ainda lembrar é a afirmação de vários próceres da esquerda que a razão da grande virada da Opinião Pública no Brasil foi a trilogia tradição família e propriedade, criada por Plinio Corrêa de Oliveira. É um fato.
     Sim, sua luta foi para quebrar a turquesa destruindo o eixo que unia suas duas partes, a confiança da Opinião Pública na grande mídia e na esquerda católica.
     A turquesa rompida livrou o Brasil do comunismo.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

AFINAL, QUEM AMA REALMENTE OS POBRES?


Entramos no ano de 2019. E, tal como um navio lançado ao mar pela primeira vez, todas as esperanças são de que viagens exitosas aconteçam.
     O Presidente Bolsonaro afinal tomou posse. Todo o cerimonial parece ter sido calculado para restaurar nos brasileiros a esperança de que o Brasil de sempre está de volta, deixando para trás a atmosfera de desordem e de caos da era comuno-petista e socialo-PSDBista.
     E o novo presidente propôs proteger as nossas tradições e a família, bem como a propriedade privada e a livre iniciativa. O que significará estimular as forças empreendedoras do País.
Este anúncio tem causado profundo desagrado nos arraiais da esquerda, sobretudo naquele setor do Clero e do laicato alinhados com a Teologia da Libertação, todo ele petista roxo.
     Para esse tipo de gente, um governo que estimule a propriedade privada e a livre iniciativa gera riquezas, as quais produzem o que para eles é o supremo mal: a desigualdade. Eles preferem o achatamento de todos na miséria, do que permitir que os ricos se diferenciem dos pobres. Daí chamarem isto de "opção preferencial pelos pobres", quando na verdade deveriam dizer "opção preferencial pela luta de classes".
     Afinal, quem são os verdadeiros amigos dos pobres? São os que querem criar condições para que eles trabalhem e também se enriqueçam, ou os que querem vê-los perpetuamente achatados na miséria para que não haja desigualdade?
     Por que não aproveitar a força dos que sabem fazer fortuna a favor dos pobres, dando a estes as condições de trabalharem e assim também se enriquecerem? Dessa forma, dentro de uma benéfica e harmoniosa desigualdade, o pobre deixaria de ser pobre e poderia elevar-se a uma condição de vida melhor. Mas isso não é tolerado pelos adeptos da Teologia da Libertação.
     Que mal há numa situação de harmônica desigualdade, e num enriquecimento justo, honesto e digno? Foi para proteger esse direito que Deus criou dois Mandamentos – "Não roubar" e "Não desejar as coisas alheias" –, ensinamentos estes sistematicamente omitidos nas homilias progressistas.
     “Pobres sempre tereis entre vós”, disse Nosso Senhor. São Tomás de Aquino nos ensina que é dever do homem praticar a caridade, e para isto é preciso que uns tenham bens e outros a carência de bens. Isso torna realizável a prática da caridade. Se Deus permite pobres no mundo, também suscita os ricos que os ajudem, fomentando assim o amor cristão.
     Aliás, o Evangelho não relata uma conduta igualitária sequer de Nosso Senhor. Não há um caso em que Ele tenha tirado um pobre da pobreza, nem tenha rebaixado um rico da sua condição de riqueza. Ele curou, deu esmolas, mas não modificou o "status" econômico ou social de ninguém. Nem pregou a luta de classes.
     Tomemos por exemplo a parábola dos talentos. Um senhor (já aqui aparece a relação desigual entre servo e senhor) deu 5 talentos para um servo, 2 para outro e 1 para um terceiro, para que os fizessem render, dizendo que iria se ausentar.
     Por que razão Nosso Senhor não figurou um senhor que distribuísse por igual, a cada um dos três servos, a mesma quantidade de talentos? Por que essa desigualdade?
     Certamente porque o senhor deu a cada um segundo sua capacidade de aproveitar esses talentos. E censurou o servo mau que enterrou as moedas e não as fez render.
     Nessa parábola, Nosso Senhor quis indicar que ele quer e respeita a livre iniciativa e o direito de propriedade. E é da ordem natural das coisas que o respeito a esses dois princípios fazem crescer uma nação. Pois, quando os mais capazes alçam os menos capazes, todos gozam os frutos do trabalho bem ordenado e planejado, sem odiarem os que têm mais, mas admirando-os pela superior capacidade que Deus deu a uns e não a outros.
     Como bem comenta Dr. Plinio Corrêa de Oliveira, no regime igualitário ninguém tolera que um tenha mais do que outro, o que se chama propriamente o pecado capital da inveja. Isso vem em grande parte da mediocridade de não amar a superioridade do seu irmão e odiá-lo pelo fato de ser superior a si.
     Portanto, a ideologia comunista e socialista, próprias ao petismo e à Teologia da Libertação, é o regime da inveja e não da humildade, por mais que seus defensores encenem caras humildes. Eles não têm pena, por exemplo, dos miseráveis de Cuba nem da Venezuela, nem de outros países semelhantes. Desejam a sua pobreza e combatem no mesmo sentido nos outros países.
     O verdadeiro espirito do Evangelho é aquele que cria a harmonia entre as classes, promovendo o amor entre elas. E não o da Teologia da Libertação, que fomenta o ódio entre ricos e pobres, na sanha de acabar com os primeiros sem resolver o problema dos segundos.
     Afinal quem ama realmente os pobres?

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Aos que são de Deus verdadeiramente


     Com a graça de Nossa Senhora chegamos firmes na luta ao fim de mais um ano.
     Enquanto Nossa Senhora de Fátima não determinar o fim de tantas coisas ruins, nossa cruz é caminhar santamente dentro desse caos religioso e temporal que nos atinge.
     Tanto o ambiente religioso como o temporal são nossas arenas psicológicas e morais. E, tal como no velho Coliseu podíamos encontrar os ídolos pagãos de então, hoje encontramos os mesmos ídolos com aparência nova que dominam nosso século, aguardando que cada um de nós esmoreça e traia a Causa de Deus. Basta lançar um punhado de incenso nos pés dos ídolos modernos que estaremos livres das perseguições do mundo: idolatria pelo dinheiro e a saúde, pelo amor livre e as maiores aberrações sexuais, pelo prestigio e o poder, pelo ateísmo e pelo panteísmo ou a gnose, garantirão nossa ótima colocação no panorama moderno da vida.
     Até o novo governo pode nos dar a impressão de que tudo entrará nos eixos. Oxalá! Esperamos! Mas não podemos esquecer que só unidos a Deus os homens vencerão os seus males. Sem ele nada de verdadeiro, bom e belo é possível.
     Nesse clima chegamos ao mês de dezembro, em que se comemora o Santo Natal do Salvador.
     O panorama que traçamos acima é plúmbeo e assustador, mas a nossa missão neste mundo tão contrário a Deus é mais bela do que é feio o panorama dos acontecimentos.


     Se nos mantivermos fiéis, inabaláveis, nossa luz brilhará para o mundo tenebroso como brilham os faróis do mar de Iroise – mar da região da Bretanha, na França, que tem a fama de ser um dos mais perigosos da Europa – levando muitos a não soçobrarem nesse mar tempestuoso de pecados gravíssimos.
     É belíssima a vocação de ser um farol nos mares de Iroise durante a noite tempestuosa dos acontecimentos atuais.
     Digo isto com a intenção de sugerir ao leitor ou leitora, neste Natal, uma meditação diante do Menino Jesus no presépio.

     Aquele Menino tão frágil, tão pequenino, tão indefeso que vemos na manjedoura, esquecido e abandonado por tantas e tantas almas, não é outro senão o Deus criador de todo o Universo, redentor de todos os homens, o mais amoroso, o maior amigo de todos os homens, mas também o juiz de um poder infinito que julgará a todos nós, dando o prêmio aos que são dEle e a eterna punição aos que são contra Ele.
     Façamos tudo o que pudermos para que Ele não seja esquecido, ignorado, abandonado pelos homens ingratos. Cumulemo-lo com nosso amor mais profundo e ardente e repudiemos com força total tudo o que se opõe a Ele e aos Seus infinitos desígnios.
     Para que consigamos realizar essa atitude com perfeição, como sempre apregoou o inesquecível Dr. Plinio Corrêa de Oliveira, recorramos à intercessão de Nossa Senhora, Sua Mãe incomparável, inesgotável, e também nossa Mãe, A quem Ele não recusa nenhum pedido.
     Que o Menino Jesus, Nossa Senhora e São José lhe proporcionem, amigo de Deus, amiga de Deus, o mais Santo dos Natais, com o privilégio de desagravar de modo muito especial os Sagrados Corações de Jesus e de Maria pelos pecados que são cometidos contra eles pela humanidade hoje tão desviada!

quarta-feira, 4 de julho de 2018

O Papa Francisco mudou o paradigma da Igreja sem poder para tal


O tema deste artigo é um importante livro lançado na semana passada, em Roma, pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, de autoria de um veterano discípulo de Dr. Plinio Corrêa de Oliveira e escolado ativista da Contra-Revolução, José Antonio Ureta, um dedicadíssimo estudioso dos acontecimentos e de aspectos doutrinários que envolvem a Igreja em nossos dias.
É um livro precioso porque vem dirimir questões muito dolorosas para a consciência de incontáveis católicos fieis à imutável e infalível tradição da Igreja.


As modificações que estão sendo efetuadas pelo Papa Francisco estão deixando perplexos um número cada dia mais crescente de católicos. Em Roma, o público que tradicionalmente aflui à Praça de São Pedro para a bençãos papal vem diminuindo a olhos vistos. Veja bem: é em Roma que isto está ocorrendo.
Os temas que mais têm despertado polêmica são vários: comunhão aos "recasados" (ou seja, aos que vivem em união ilícita, praticando o concubinato e o adultério); comunhão a pessoas de outra religião; condescendência cúmplice em relação ao pecado de homossexualidade; recebimento cordialíssimo a pessoas inimigas da família e defensores do aborto e até da eutanásia; acolhida calorosa a subversivos dos chamados "movimentos sociais". Isto sem falar do estímulo suicida à migração de refugiados muçulmanos, destrutiva do que resta de civilização cristã na Europa, e além do mais trazendo em seu bojo terroristas fanáticos e assassinos.
Mais recentemente, a declaração escandalosa de "legitimação" da ilegítima e cismática religião Ortodoxa russa, e a concomitante censura aos católicos ucranianos que não querem aceitar os "popes" dessa falsa religião da Rússia.
Para terminar, o apoio escancarado ao movimento mundial que caminha para o estabelecimento da ditadura ecologista, e a pretexto desta, de supressão do princípio básico da propriedade privada, um dos alicerces de uma ordem social católica.
Ora, há duas atitudes “fáceis” (erradas) que os católicos são levados a tomar em face dessas modificações todas, que o Papa Francisco vem promovendo na conduta da Igreja Católica:
1ª Atitude errada: "Francisco é Papa, logo ele é infalível em tudo o que faz, até em suas opiniões políticas. Por isso eu o seguirei em tudo o que ele fizer. Prefiro errar com o Papa do que acertar sem ele".
2ª Atitude errada: "Francisco erra tanto que já não é mais Papa. A Sede de Pedro está vazia, está vacante".


            Pois bem, o livro de José Antonio Ureta não cai em nenhum desses dois desequilíbrios, e aponta para a verdadeira conduta que deve ter um católico nessa emergência trágica. O título já diz tudo: "Mudança de Paradigma do Papa Francisco: continuidade ou ruptura na missão da Igreja? Balanço quinquenal de seu pontificado".
            O autor entra a fundo na análise do problema de consciência e indica a posição equilibrada, virtuosa, que os católicos devem tomar para não entrarem em choque com a posição de fidelidade à Igreja Católica, a única Igreja verdadeira, do único Deus verdadeiro, mas ao mesmo tempo não aderir aos desvios de conduta e de doutrina a que são implicitamente empurrados.
            O livro pode ser baixado diretamente do site do IPCO, no seguinte link: https://ipco.org.br/a-mudanca-de-paradigma-do-papa-francisco-continuidade-ou-ruptura-na-missao-da-igreja/#.Wzt0MNJKiUk
            Porém, permito-me sugerir-lhe que, antes de o ler o livro, assista à pequena entrevista em português, dada pelo Sr. José Antonio em Roma, no dia do lançamento: https://ipco.org.br/videos-ipco/#.WztzM9JKiUk
            Se dispuser de tempo, indico ainda o vídeo da própria conferência do autor no mesmo evento em Roma. Ela está legendada em português. Caso a legenda não apareça, basta ir ao canto inferior direito do quadro do filme e acessar o ícone de configuração e clicar em idioma português: https://ipco.org.br/videos-ipco/#.WztzotJKiUk

É lamentável que as coisas tenham chegado até esse ponto, mas constitui um alento dentro da luta para os autênticos filhos e filhas da Santa Igreja uma obra que esclarece de tal maneira as coisas e coloca tudo nos seus devidos termos.
            Que Nossa Senhora intervenha o quanto antes para fazer cessar tudo quanto não está inteiramente de acordo com o Seu Divino Filho e com o Seu Imaculado Coração.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Só a Fé garantirá nossa sanidade mental


       Sabemos que a Idade Média foi a época mais católica da Histó-ria mas, antes de a Idade Média germinar, o Império Romano havia se desmoronado até os alicerces. E foi dos seus escombros, de debaixo dos seus entulhos materiais, mas sobretudo morais e religiosos, que o poder de Deus se fez sentir.

     E o inimaginável aconteceu: das ruínas do Império Romano floresceu a Europa católica, criando uma civilização que foi a mais bela realização da história de toda a Humanidade. Uma civilização que subiu tão alto, que ainda hoje é o maior foco de turismo no mundo, apesar de ter atingido um nível de desfazimento e de podridão ideológica e moral nunca vista desde Adão e Eva.

     Convido o leitor ou a leitora a acompanhar-me numa análise da realidade hodierna inimaginável duas décadas atrás.

     Atualmente existem várias frentes que estão propriamente enlouquecendo a humanidade. Desde logo a Ideologia de Gênero a qual impõe que a opção sexual obedeça, não às características fisiológicas masculinas ou femininas, mas a uma escolha psicológica, que nasce na mente de cada um. E ela escolhe o "gênero" que quiser.

     Quem adere a tal ideologia nega, no fundo, a verdade que lhe entra pelos olhos, nega a evidência mais elementar. Isso caracteriza um disturbio psíquico.

     Se alguém chega diante de mim com uma furadeira na mão e me diz que é uma garrafa de água mineral, só posso tirar uma conclusão: ela enlouqueceu.

     Pois bem, nunca na história da Humanidade houve uma tal falta de senso. Nem mesmo nas tribos mais primitivas da África, da Papua, da América silvícola, se chegou a esse ponto.

     Nossa análise não morre aí. Abordemos agora outro aspecto: a moda das roupas esburacadas. Se perguntarmos a alguém por que está usando aquela roupa esfarrapada, ela não dará um motivo lógico. Na melhor das hipóteses dirá: "Não sei, é porque está na moda". Loucura!

     Há poucas semanas sairam notícias de que algumas "famosas" (que como sabemos absolutamente não se destacam pela virtude, e cuja fama foi erguida artificialmente pela mídia, que as apresentam como exemplo a ser seguido) passaram a usar o short (peça já sumaríssima e a última etapa antes da extinção da roupa) desabotoado na cintura.

     Foram elas que resolveram isto? Ou alguém as mandou? Não há aí a intenção de jogar a sociedade mais fundo no lodo da perdição? Pois bem, essas "famosas" serão imitadas docilmente por um número incontável de mulheres que já não pensam e perderam o senso moral. E por que o clero não se manifestou até agora contra isso?

     Por último, muito de passagem, quero focalizar outra loucura: o aparecimento de um movimento sustentando que a terra é plana e não redonda! Seus adeptos constroem toda uma teoria amalucada, sustentando que as infindas fotos comprovando a esfericidade da terra e dos astros são manipulações da NASA.

     A eles poderíamos perguntar: onde estão as fotos do que seria a parte de baixo da terra plana? E como os oceanos são retidos e não vazam da terra? E os milhares de aviões que voam em todos os sentidos no entorno do globo: nenhum jamais descobriu que a terra é plana? E a curvatura dos oceanos, visível a olho nu etc., etc.?

     A pergunta se põe: não será que a soma de todas essas loucuras está configurando um estado patológico da opinião pública mundial?

     Evidentemente, há aqueles que, firmes em sua Fé católica, amparam-se em Nossa Senhora e se nutrem da esperança inquebrantável no triunfo do seu Imaculado Coração. Nós somos destes!

     Os primeiro cristãos eram lançados às feras na arena do Coliseu. Hoje estamos sendo lançados na arena da loucura. Temos de nos defender das pressões aplicadas nas pessoas para que percam sua identidade, sua individualidade, sua mentalidade e se entreguem à escravidão que as impede de voarem para Deus e se santificarem.

     É de grande beleza ser fiel nesses dias, dizia Dr. Plinio, desde que não pactuemos em nada com o mundo.

     Nós não nos entregaremos, mas lutaremos, sempre dentro da lei de Deus e dos homens, e Nossa Senhora vencerá!

terça-feira, 10 de outubro de 2017

O Milagre do Sol, misericordiosa ameaça de Justiça de Deus




Estamos próximos do dia 13 de outubro, quando comemoramos cem anos das maiores manifestações de amor e de zelo materno da Santíssima Virgem para conosco em Fátima.
            Nesta aparição, após insistir na reza diária do Terço, respondendo a Lúcia que a alguns doentes Ela curaria, mas a outros não, Nossa Senhora acrescentou: “É preciso que se emendem, que peçam perdão de seus pecados”. Tomando um aspecto triste, disse: “Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor, que já está muito ofendido”. E desapareceu.

Em seguida, aconteceu o que Ela anunciara em setembro:
“Desaparecida Nossa Senhora na imensa distância do firmamento, desenrolaram-se aos olhos dos videntes três quadros, sucessivamente, simbolizando primeiro os mistérios gozosos do Rosário, depois os dolorosos e por fim os gloriosos [apenas Lúcia viu os três quadros; Francisco e Jacinta viram apenas o primeiro]:
“Apareceram, ao lado do sol, São José com o Menino Jesus, e Nossa Senhora do Rosário. Era a Sagrada Família. A Virgem estava vestida de branco, com um manto azul. São José também se vestia de branco e o Menino Jesus de vermelho claro. São José abençoou a multidão, traçando três vezes o sinal da Cruz. O Menino Jesus fez o mesmo.
“Seguiu-se a visão de Nossa Senhora das Dores e de Nosso Senhor acabrunhado de dor no caminho do Calvário. Nosso Senhor traçou um sinal da Cruz para abençoar o povo. Nossa Senhora não tinha a espada no peito. Lúcia via apenas a parte superior do Corpo de Nosso Senhor.
“Finalmente apareceu, numa visão gloriosa, Nossa Senhora do Carmo, coroada Rainha do Céu e da Terra, com o Menino Jesus ao colo”.
Após essas manifestações tão cheias de bondade e de amor materno, sucedeu o magnífico Milagre do Sol. Vejamos:
 “Enquanto estas cenas se desenrolavam aos olhos dos videntes, a grande multidão de 50 a 70 mil espectadores assistia ao Milagre do sol.
“Chovera durante toda a aparição. Ao encerrar-se o colóquio de Lúcia com Nossa Senhora, no momento em que a Santíssima Virgem Se elevava e que Lúcia gritava ‘Olhem para o sol’, as nuvens se entreabriram, deixando ver o sol como um imenso disco de prata. Brilhava com intensidade jamais vista, mas não cegava. Isto durou apenas um instante. A imensa bola começou a ‘bailar’. Qual gigantesca roda de fogo, o sol girava rapidamente. Parou por certo tempo, para recomeçar, em seguida, a girar sobre si mesmo, vertiginosamente. Depois seus bordos tornaram-se escarlates e deslizou no céu, como um redemoinho, espargindo chamas vermelhas de fogo. Essa luz refletia-se no solo, nas árvores, nos arbustos, nas próprias faces das pessoas e nas roupas, tomando tonalidades brilhantes e diferentes cores. Animado três vezes de um movimento louco,o globo de fogo pareceu tremer, sacudir-se e precipitar-se em ziguezague sobre a multidão aterrorizada.
“Durou tudo uns dez minutos. Finalmente o sol voltou em ziguezague para o ponto de onde se tinha precipitado, ficando novamente tranquilo e brilhante, com o mesmo fulgor de todos os dias.
“O ciclo das aparições havia terminado.
“Muitas pessoas notaram que suas roupas, ensopadas pela chuva, tinham secado subitamente.
“O milagre do sol foi observado também por numerosas testemunhas situadas fora do local das aparições, até a 40 quilômetros de distância.”
            Como negar que o Milagre do Sol tenha sido uma severíssima advertência? Inclusive por ter-se operado logo após Nossa Senhora pedir para deixarmos de ofender a Deus que já está muito ofendido.
            Ora, precisamente esse aspecto da Mensagem de Nossa Senhora foi literalmente tratado com a maior indiferença.
            A humanidade vem decaindo a olhos vistos. A degradação está nas ruas, ostentada com um cinismo espantoso.
            Estamos chegando ao ponto em que Deus e Senhor nosso pode livremente ser ofendido em nome da arte, mas não pode ser defendido à altura em nome da tolerância.
            A malfadada Ideologia de Gênero que com desconhecimento dos pais está sendo imposta despoticamente às crianças nas escolas; os médicos ginecologistas e obstretas que nos exames pré-natais são proibidos de dizer aos pais se uma criança que vai nascer é menino ou menina; os psicólogos que não podem aconselhar alguém em grave depressão decorrente de seu conflito interior nem aplicar a solução eficaz para solução de seu problema etc.
Enquanto se impõe um estado de coisas  diametralmente contrário a Jesus Cristo, aqueles que dotados embora de muita força e que mais deveriam defendê-Lo, não o fazem, entretanto, com eficácia, deixando este grave encargo aos fiéis, cujos recursos – muito menores – não lhes permitem  defendê-Lo à altura.
Diante disso, o que pensar do Milagre do Sol? Nossa Senhora avisou a humanidade, mas que uso ela fez dessa imensa misericórdia? Não nos espantemos se a Justiça divina cair sobre o mundo pecador. Avisado ele foi.
                  

sábado, 8 de julho de 2017

Não pedir perdão a Deus impede a conversão

Num certo sentido este é o mês mais importante do rol das aparições de Nossa Senhora em Fátima, pois é o mês no qual Ela ditou o SEGREDO de FÁTIMA, fulcro da Mensagem de Fátima.
     Muitos mistérios envolvem ainda hoje a Mensagem de Fátima, sobretudo na parte referente ao Segredo, conforme tentarei mostrar.
     Quando a Irmã Lúcia escreveu em 1944 a terceira parte do Segredo, por ordem de Nossa Senhora anotou no exterior do envelope que este só poderia ser aberto em 1960 pelo Patriarca de Lisboa ou pelo Bispo de Leiria.
     Porém, no ano de 1957, o Vaticano pediu o envelope, de onde não se tem notícia que tenha saído.
     Evidentemente, o Vaticano teria o direito de pedir tal envelope, mas se Nossa Senhora, Ela mesma, mandou escrever que o mesmo deveria ser aberto pelo Patriarca de Lisboa ou pelo Bispo de Leiria, por que o mesmo foi pedido três anos antes?
     Além disso, é um fato histórico que o chamado terceiro Segredo não foi publicado a não ser no ano 2000, e mesmo assim sob uma forma que guarda mistérios não inteiramente esclarecidos.
     Quando Nossa Senhora pediu para os Pastorinhos guardarem o Segredo não o fez por superficialidade, nem muito menos por brincadeira. Tanto é verdade que o fato contribuiu para gerar, em torno do Segredo, uma expectativa enorme por parte dos católicos de todo o mundo.
     É evidente que a revelação de tal Segredo, se tivesse sido conduzida de forma zelosa e realmente apostólica, seria de molde a provocar uma grande reação nas almas. Reação essa que só poderia ser no sentido de uma conversão.
     Ora, a revelação foi feita e o efeito foi praticamente nulo nas almas. Basta sair às ruas e ver a imoralidade das modas, o desbragado das indumentárias e a loucura estabelecida como normalidade.
     Assim, uma Mensagem que teria sido uma alavanca extraordinária para soerguer as almas foi completamente neutralizada.
     Imaginemos que a revelação do Segredo tivesse sido acompanhada de uma grande ameaça por causa dos pecados reinantes: teria sido talvez a única maneira de despertar muitas almas do letargo. Mas não foi assim.
Há anos que, com raras e beneméritas exceções, tanto em Fátima quanto nos ambientes religiosos em geral se dogmatiza erroneamente que Deus não castiga ninguém, que Deus perdoa tudo e a todos. Esse procedimento incute nas almas uma convicção de que não devem temer nenhuma punição, que os Mandamentos são uma mera lista de normas sem importância e que rompê-los não determina nenhuma consequência.
Ora, afirmar isto, além de ser frontalmente contrário à doutrina católica, evita que as pessoas, movidas pelo temor de Deus, o qual as Sagradas Escrituras dizem que é o início da sabedoria, se convertam, especialmente antes de morrer. Portanto, tal procedimento compromete terrivelmente a salvação das almas. Explico-me com um exemplo.

Não é de hoje que temos assistido uma seguidilha de catástrofes, tragédias, doenças etc. E nunca aparece uma menção que é preciso nos convertermos, voltar a praticar os Mandamentos, frequentar os Sacramentos corretamente, mudar de vida... A única conversão que certos eclesiásticos apregoam é a do abandono das riquezas, as quais devem ser "compartilhadas" para fazer o socialismo e o comunismo.
Quase não se ouve um sermão que ataque a imoralidade. Muito menos um sermão que ataque a dessacralização. A maior parte das missas estão transformadas num vale-tudo. Recentemente li a reportagem de um Padre que promoveu em sua paróquia concurso de miss. E posa entre as candidatas seminuas na maior sem-vergonhice. Soube também de casos de bispos que frequentam termas de banhos públicos. E houve até o fato de um sacerdote que celebrou missa numa praia, estendendo para isso, diretamente sobre a areia, uma toalha.
Enquanto tais eclesiásticos ficam inteiramente impunes, vemos uma meticulosa investida contra os sacerdotes que desejam celebrar o Rito Extraordinário da Missa. Por que?
Quando acontece uma catástrofe espantosa como os terríveis incêndios que se deram em Portugal, exatamente no Centenário das tão mal comemoradas aparições, somos informados de pessoas, famílias, anciãos, devorados e carbonizados pelas chamas. Mas nesse noticiário não aparece, pelo menos nas notícias que vi, qualquer referência a um pedido de perdão a Deus, a Nossa Senhora, uma promessa de emenda, nada.
O fato de terem ouvido que "Deus não castiga", está na raiz dessa maneira naturalista de ver aqueles  trágicos acontecimentos. Quem responderá por isso diante de Deus?

Quanto a nós, devemos manter a esperança em Nossa Senhora e ter a certeza de seu triunfo. Isto é que nos move a lutar sem trégua, sem descanso, sem afrouxamento para esse triunfo.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Por que não se fala de Fátima?


Acabam de ser canonizados dois pastorzinhos que viram Nossa Senhora de Fátima. Isso é realmente importante e justo! O que não entendo é por que não se fala da mensagem da qual foram portadores, já que se tornaram santos.
Ora, as pessoas estão se dando conta de que as coisas em nossos dias vão se degradando em todos os campos da atividade humana, de que existe uma crise geral, que algo de grave está para acontecer.
Sim, porque o mundo vem adotando coisas descabidas do ponto de vista da inteligência, além de muito ofensivas à moral e aos bons costumes, portanto pecaminosas. Basta sair às ruas, basta ver as modas, basta ver as fisionomias das pessoas. O ambiente revela clima de fim de festa.
Analisem as fisionomias dos dois Santos acima. Não estão com um riso superficial e otimista como se tudo andasse bem. Elas dão a ideia da importância grave que eles davam à Mensagem que lhes foi comunicada. 
Assim sendo, podemos nos perguntar:
Por que nas igrejas não se apregoa a Mensagem de Fátima e não se reconduz as almas ao redil dos Mandamentos da lei de Deus? Afinal, na mensagem Nossa Senhora dá a solução! Oração, conversão, penitência.

 Fora do que Nossa Senhora pediu não há solução. Vamos para o abismo. Com Ela tudo se conserta. Sem ela tudo se arruína. Ou não se tem mais fé em Nossa Senhora nas igrejas? Que São Francisco e Santa Jacinta de Fátima intercedam por nós!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

A demolição da aura da Santidade de Nossa Senhora nas mentes dos católicos

Já há alguns meses foi anunciado que será levada ao Sambódromo de São Paulo, durante o Carnaval deste ano, uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, como tema de um carro alegórico da Escola de Samba Unidos da Vila Maria.
Por absurdo que seja, a mídia está noticiando que essa presença foi autorizada pelas mais altas personalidades eclesiásticas. A desculpa que dão é de que a tal Escola de Samba garantiu que não haverá, no carro alegórico da Vila Maria, cenas de nudez ao redor da imagem. Nos outros carros da mesma escola...
Ora, essas autoridades eclesiásticas sabem perfeitamente que, nesse Sambódromo, acontecerão as cenas mais lúbricas, de passistas em trajes sumários, quando não completamente nuas, em danças imorais que ofendem gravemente a Deus. Isso a tal ponto que fico impedido de ilustrar esta postagem.
Ademais, está na Internet, portanto ao alcance de qualquer pessoa, a informação de que tal escola de samba sempre desfilou ostentando o mesmo grau de imoralidade das demais. As chamadas musas do Carnaval exibem-se escandalosamente, conscientes de que assim satisfazem os desejos baixos da maioria do público ali presente. Quem vai ao Carnaval vai atrás disso...
Não adianta dizer que a Escola de Samba que levará a imagem fará uma como que bolha “moralizada” (moralizada?), que só existirá junto á imagem, e não no Carnaval que se desenrolará em torno dela. Isto não passa de uma imensa hipocrisia.
Seria algo como levar a imagem a uma praia nudista, garantindo que os que a carregam não estarão nus. Por aí vemos o farisaísmo dessa autorização absurda, que põe à sombra os anos a fio de promoção desse imenso pecado que é a imoralidade gigantesca reinante nesses eventos, acrescida do consumo de drogas, de bebedeiras, uma perfeita bacanal.
Mas não é só isso. Há algo que vai mais longe e é muito mais grave.
Ficará a impressão extremamente danosa para os católicos e mesmo para os não católicos, de que a Igreja já não censura a imoralidade carnavalesca. E que tudo aquilo que acontece no Sambódromo não constitui ofensa a Nossa Senhora e a Deus. E que a tal bolha hipócrita só foi criada para dar uma certa satisfação aos “conservadores atrasados, que ainda estão vivendo na Idade Média”, pois o Carnaval com sua nudez não tem nada de mais.
Lembremo-nos que hoje a Sagrada Comunhão é dada em muitas igrejas, e com a maior naturalidade, a pessoas trajadas de modo sumário, com shorts ou microssaias as mais desavergonhadas, isto sem falar dos decotes que deixam à mostra partes do corpo feminino que não poderiam estar em exibição segundo a moral católica.
Ora, é evidente que esse endosso eclesiástico ao Carnaval vai estimular a ousadia rumo ao nudismo total. E nas ruas e até nas igrejas o despudoramente vai aumentar ainda mais.
Francamente, é inacreditável que a maioria dos pastores de almas não deem a menor importância para isso. Há não sei quantos anos a omissão deles em relação à progressiva imoralidade do Carnaval e dos trajes civis vem chamando a atenção.
No que dará isso? Dará na estatística que a revista Carta Capital publicou em novembro último: a cada 11 minutos uma mulher é estuprada no Brasil!
O estupro é uma coisa abominável e deve ser severamente punido. Mas a culpa é só dos estupradores? A atração exercida pelo jeito provocativo com que estão as modas não tem também responsabilidade nisso? Uma vez que o senso moral e religioso está desaparecendo, o que deterá as pessoas assim provocadas?
Imaginem que aparecesse a moda de durante a noite as casas ficarem com as portas visivelmente abertas. Haveria espanto em se constatar um aumento de roubos delas?
Tiremos uma conclusão: Por que as cadeias estão cheias? Nossa sociedade corrompida, sem moral e sem religião, produz bandidos em uma proporção espantosa. A ponto de hoje termos, dentro das prisões superlotadas, um verdadeiro governo paralelo ameaçando as instituições e o País.
Na lógica dessa argumentação, esse imenso pecado de permitir que a imagem sacrossanta de nossa Rainha e Padroeira seja levada ao Sambódromo, deverá trazer consequências imprevisíveis, caso os brasileiros não reajam à altura.
O que vivemos hoje não é senão fruto da indiferença de 100 anos com relação à Mensagem transmitida por Nossa Senhora em Fátima.
Depois de tudo quanto já caiu e nos jogou de 97% dos brasileiros  na década de 1960 para 50% em nossos dias, agora chegou a vez de destruírem a aura de santidade e respeitabilidade de Nossa Senhora.

Portanto, a única saída é voltarmo-nos para Ela e pedir-Lhe que tenha compaixão dos que A amam e procuram levar a sério a sua santa mensagem. Que Nossa Senhora, sob as invocações de Aparecida e de Fátima, proporcione aos seus filhos e filhas fiéis muitas graças nesse sentido.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Asdrubal reconhece chorando: Paulo VI tinha razão!

            Perto de casa tem uma padaria muito conhecida chamada Diana, onde costumo me refugiar da internet para tomar um café e ler um pouco. Há poucos dias estava eu mergulhado na leitura quando percebi um vulto que se aproximou. Era o Asdrubal, ministro da Eucaristia da igreja de Santa Genoveva, não muito distante.
            Eu o tinha visto várias vezes enquanto ministrando a Sagrada Comunhão, inclusive comunguei algumas vezes das mãos dele porque dá a comunhão na boca, e até para quem se ajoelha, sem a menor dificuldade. Diz ele que não compreende essa KGB eclesiástica que persegue exatamente aqueles que demonstram maior Fé e respeito para com o Santíssimo Sacramento.
            Já havia conversado com o Asdrubal uma ou outra vez na padaria mesmo, mas dessa vez ele estava literalmente transtornado. Ele sabe que eu sou um tfpista e me acha muito radical, mas, fiel à mentalidade de ouvir todos, também gosta de me ouvir, e não se considera meu inimigo. Por isso se aproximou sem preconceito e se sentou.
            Percebendo nele a aflição, as olheiras escuras, e sua limitada cultura religiosa, optei por ser caridoso com ele. Preciso antecipar que sua formação distorcida lhe incutira a falsa ideia de que o Papa é infalível em tudo, e por isso também os Bispos, pelo mesmo motivo os padres e até os sacristões. Olhou-me e foi desabafando.
            “Há muitos anos sou ministro da Eucaristia e acompanho, sem gostar muito, a “modernagem” da Igreja que está indo longe demais. Quando foi eleito Bento XVI eu achei que as coisas iam se consertar, ou pelo menos se deter. Acreditei mesmo nele. Ele fez o Motu Próprio etc. Mas, de repente, renunciou. Não entendi, eu não esperava.
            “Aí veio esse novo pontificado completamente diferente de tudo o que ensinou Bento XVI e até os outros papas. No começo fui admitindo imaginando que tudo se explicaria de acordo com o que eu aprendi sobre a Igreja Católica.
            “Mas foram sendo ditas coisas por Francisco não como ele pertencendo à Igreja, mas questionando a Igreja em tudo. Para ele Deus não é católico, os recasados podem comungar, a Igreja deve pedir perdão aos homossexuais, Lutero queria o bem da Igreja etc.
            “Ele censura a Igreja como se Ela tivesse sempre errada. Visivelmente apoia os movimentos comunistas e seus líderes que não têm nada de católico. O Stédile chegou a afirmar que “Agora nós temos Francisco. Ele acertou todas”. E, coisa que eu não entendo, não elogia os que estão certos, os que praticam os Mandamentos e apontam os erros dos desviados. Está tudo na mídia! Por que isso?” Perguntou e me olhou com os olhos marejados de lágrima.
            Em primeiro lugar Asdrubal, disse-lhe eu, a Doutrina Católica de sempre ensina que nem o Papa, nem o Bispo, nem o Padre e menos ainda qualquer leigo, são infalíveis. O Papa só o é em situações muito especiais e não nas que têm se posto. Você está certo em analisar e buscar uma explicação.
            “Mas vejo muito conflito com a nossa religião! Aliás como é mesmo aquele dito de Paulo VI que uma vez você me disse e eu achei que estava exagerado?” Disse com voz meio embargada.
    Então eu lhe repeti a conhecida frase de Paulo VI: “A partir dele [do Concilio Vaticano II] penetrou na Igreja, em proporções impensáveis, a “fumaça de Satanás”, que se vai dilatando dia a dia mais, com a terrível força de expansão dos gases. Para escândalo de incontáveis almas, o Corpo Místico de Cristo entrou no sinistro processo da como que autodemolição.”
“É isso o que estamos assistindo! Paulo VI tinha razão!” E se despediu chorando.

domingo, 24 de abril de 2016

Uma nova igreja?

O enfaramento com notícias escandalosas e sensacionalistas é um fenômeno muito comum que atinge todos nós.
Após uma dose contínua e prolongada dessa espécie de droga que é a sensação muito forte, as pessoas se desinteressam e passam a buscar outra coisa; é o fruto do desgaste. O afã desesperado das TVs para manterem audiência indica o quanto esse fenômeno lhes é danoso.
Alguém está fazendo este caminho paradigmaticamente, o qual vem desagradando parcelas cada vez mais amplas da opinião pública católica e impressionando-a cada vez menos. Além disso está despertando uma crescente reação: é o Papa Francisco com o seu estilo único.
 Na ponta de uma fila de mais de duzentos e sessenta Papas e quase dois mil anos de História da Igreja, surge um que em quase nada se parece e em quase tudo diverge da conduta dos anteriores. Inicialmente o seu pontificado despertou a esperança que seria bom, mas hoje a desesperança ganhou a frente em parcelas cada vez maiores do público católico. 
Vai se tornando indiscutível seu apoio aos esquerdistas mais radicais e violentos como Stédile, os irmãos Castro, e o seu incentivo à revolução contra os proprietários. Ao contrário de Nossa Senhora de Fátima, ele não pede a conversão dos pecadores nem a penitência dos pecadores, mas lhes faz entender que basta terem amor, sorrirem e tudo dará certo.  O mesmo acontece com relação aos hereges e membros de outras religiões. Todos se abraçando é o reino de Deus nesta terra.
Lendo o extraordinário livro Minha Vida Pública, compilação de notas biográficas de Plinio Corrêa de Oliveira publicado pela Editora Artpress em 2015, detectei um trecho nas páginas 200 e 201, no qual o líder católico descreve a doutrina modernista da Ação Católica, tal como ele a via em 1943. Parece feito para hoje:
“Os homens, no fundo, não são maus. Eles são maus porque os bons desconfiam deles. No dia em que o bom confiar no mau, o mau se converte e se torna bom. Com o mau a gente deve conduzir a política da mão estendida. Deixemos todos os homens fazerem o que quiserem, que tudo correrá bem”
“No livro Em Defesa da Ação Católica apontei esse erro fundamental como sendo o ponto de partida de um certo ecumenismo. O ecumenismo pressupõe que, estabelecendo-se relações amáveis, dulçurosas, com os hereges, com os cismáticos, a pessoa os acaba convertendo.
“O apostolado deveria ser, portanto, ecumênico: discussões jamais, polêmicas jamais; o sorriso seria o veículo natural da graça de Deus.
“E se uma pessoa, em vez de sorrir e de ser amável, discutisse com os que estão no erro, essa pessoa rejeitaria o ‘fiel do Cristo’ que quer vir ‘ao Cristo’.
“Era preciso, portanto, jamais dizer a alguém: ‘Você está no erro, você não pode pensar assim’. Ou: ‘Tal maneira de proceder é contra tal Mandamento da Lei de Deus’. Não! Sorrir! Somente sorrir”.

Impressiona enormemente a adequação desse texto à atuação do Papa Francisco.
A sequência da citação expressa ainda outro aspecto da questão, também muito coincidente com a “pastoral” que hoje se inculca.

”E então a atitude militante da Igreja não tinha mais razão de ser. A atitude da Igreja devia ser conciliante, própria a reconciliar e fazer com que as pessoas boas, as pessoas honestas vencessem sempre a batalha não combatendo. O resultado seria que, diante de tanto amor, tanto amor, tanto amor, a maldade humana não resistiria.
“Não havia, pois, razão para estar combatendo. A luta era uma coisa errada.”

É impressionante a coincidência também com a perseguição que sofrem todos os que obedecem a Deus cumprindo os Mandamentos e, em consciência, repudiam a generalizada insubmissão a eles.

Para abordar um tema atualíssimo que comprova nossa análise, vejamos o enfoque da teoria relativista do Cardeal Kasper, e adotada por Francisco na Amoris Laetitia, de que a Lei de Deus é uma coisa e a sua prática é outra. Esta tese aberra da lógica. Seria como afirmar ser o código de trânsito de uma megalópole apenas letra. Na prática, os motoristas podem fazer o que bem entenderem. Seria um desastre!



Alguém me dirá:
-- Você não pode criticar assim o Papa. Sendo ele quem é, a atitude que você toma é um desrespeito flagrante à autoridade dele. É preciso seguir tudo o que ele diz sem tergiversar.

Quem quer que conheça um pouco de Teologia ou de Direito Canônico sabe que o carisma da infalibilidade só ampara o Sumo Pontífice em certos atos do Magistério, praticados em condições muito definidas. E que a adesão devida aos seus ensinamentos doutrinários não infalíveis não importa em proibir os fiéis de discordar – com fundadas razões – de atos concretos praticados por um Papa.

Esta doutrina foi sustentada em data relativamente recente por um abalizado teólogo que depois se tornou Papa: Joseph Aloysius Ratzinger, ou seja, Papa Bento XVI. Disse ele:
“É possível e até necessário criticar os pronunciamentos do papa, se não estiverem suficientemente baseados na Escritura e no Credo, ou seja, na fé da Igreja universal. Onde não houver, nem a unanimidade da Igreja universal, nem o claro testemunho das fontes, não pode também haver uma definição que obrigue a crer. Faltando as condições, poder-se-á também suspeitar da legitimidade de um pronunciamento papal” (Joseph Ratzinger, Das Neue Volk Gottes – Enwürfe zur Ekkleseologie, Düsseldorf: Patmos-Verlag, 1969, trad. br. por Clemente Raphael Mahl: O Novo Povo de Deus, Paulinas, São Paulo, 1974, p. 140).


A cada dia que passa ficamos atônitos e nos perguntamos: Estaremos em presença de uma nova doutrina? De uma nova igreja? Tal a quantidade de dissonâncias com o Magistério da Santa Igreja, não só em seus documentos escritos, como também na doutrina subjacente à sua práxis inovadora que a pergunta se põe. Realidade que está sendo percebida com perplexidade pelos católicos do mundo inteiro numa proporção que vai aumentando dia a dia.