sexta-feira, 11 de julho de 2008

A Moda escraviza, a Tradição liberta!

Apagam-se as luzes, a passarela se destaca fortemente iluminada. O público seleto aguarda com expectativa a primeira exibição do desfile. Cada um dos presentes pagou caro o privilégio de ocupar uma daquelas cadeiras. Sobretudo as mulheres já imaginam serrar de cima com as amigas no cabeleireiro contando com orgulho onde esteve na noite anterior.
Entra a primeira modelo...



...literalmente uma palhaça!
A platéia toma com toda naturalidade. Sabe que é uma coisa louca, mas procura absorver como sendo algo normal. Olhar compenetrado sem analisar a fundo, sente a quebra da lógica, da harmonia, da beleza. Mas sente também que precisa modificar seus padrões interiores para tomar aquela doidisse como normal. Afinal, moda é assim: aceita-se como um dogma religioso, não se discute.
Entra outra modelo...




...mais uma demência! Sapato amarrado na cabeça...!

Mais uma vez, cara de normalidade, de aceitação, de submissão diante daquele símbolo de inversão total de valores. Juntar o sapato com a cabeça equivale a juntar a cabeça com os pés, a pôr-se de ponta-cabeça. Senso? Equilíbrio? Elegância?
Algo que é inimigo desses “valores retrógrados” arromba as portas da dignidade humana e entra em cena. O público mais uma vez renuncia a crítica racional e se adapta, engole.
Entra a terceira...






... um verdadeiro deboche contra os assistentes.

Seria como se dissesse: Isso é loucura mesmo, mas submetam-se e aplaudam porque amanhã isso estará nas ruas, imposto pelos mecanismos de alienação da moda. Vocês são os tubos de ensaio, a sonda, dessa droga enlouquecedora que dominará o comportamento futuro próximo. E ninguém vai defender a dignidade humana, a respeitabilidade, a honra e a condição de ser espiritual do ser humano. Sim, porque isso é MODA. E a MODA é aceita com fanatismo, sem análise, sem distinção, sem adesão consciente declarada.
Estas fotos são de desfiles diferentes, mas todos com o mesmo objetivo. Lançar a moda que será imposta por mecanismos profundos ao comum das massas.
Qual o objetivo de lançar coisas tão estudadamente loucas?!
Levar as pessoas a renunciarem à sua capacidade de analisar, pensar, escolher, aceitar ou recusar conscientemente o que lhe é proposto. Destruir as personalidades e criar o tipo humano que aceita tudo e qualquer coisa, pois virou massa; deixou de ser povo. Tornou-se ESCRAVO!

Analisemos agora, caro leitor ou leitora a tradicional prenda gaucha abaixo; ainda atual no Rio Grande do Sul. Portanto uma tradição viva.


Vejam a felicidade de situação da moça, cheia de dignidade, de recato, de graça.
Aqui tudo tem sentido e lógica. A alma transparece na fisionomia transformando todo o corpo com o belo vestido num esplêndido pedestal para a cabeça. A semelhança do ser humano com Deus está evidente. É uma mulher que está totalmente coerente com sua condição feminina, que não tem a pretensão de ser homem, que está na posse de sua personalidade. Aqui há ordem autêntica enquanto nos modelos acima há loucura.

É ou não é verdade que aqui há liberdade, lá tirania e escravidão? É óbvio!

3 comentários:

Anônimo disse...

Muito bom! Vou frequentemente ao Rio Grande do Sul e posso testemunhar que os trajes tradicionais são ainda usados em dias de festas por muitas pessoas. Uma bela e decente tradição.

Anônimo disse...

Sr. Marcos. Parabéns pelo excelente artigo. Vou circular esta notícia no "mundo juridico".
Euclydes Addeu.

Regina disse...

A escravização da moda é fato e terrível a pressão social para que os novos modelos sejam adotados! Principalmente para as moção é muito difícil resistir a essa tirania. Nos trajes tradicionais, ao contrário, há bom gosto e liberdade de criação. Eram belíssimos (não sei se ainda usam) os da Hungria e da Coréia.