quarta-feira, 18 de julho de 2012

Ante a perda da terceira parte do rebanho católico


Os católicos que realmente levam a sério a prática da Religião, receberam com imensa consternação a notícia da diminuição gigantesca de irmãos na Fé.  O último censo apontou uma redução, em 50 anos, de praticamente um terço dos católicos no Brasil! Talvez já não sejamos mais o maior país católico do mundo.
Tal consternação se justifica principalmente pelo fato de que a Santa Igreja Católica Apostólica Romana ensina que fora d’Ela não há salvação. Esta verdade está inteiramente clara no Símbolo dos Apóstolos ou Credo: Credo in Unam Sanctam Catholicam et Apostolicam Ecclesiam. Creio na Igreja Una Santa Católica e Apostólica.
Ensina o Catecismo da Igreja Católica: “Fora da Igreja não há salvação: Como deve entender-se esta afirmação, tantas vezes repetida pelos Padres da Igreja? Formulada de modo positivo, significa que toda a salvação vem de Cristo-Cabeça pela Igreja que é o seu Corpo” (Parágrafo 846).
Portanto, a coerência de tal ensinamento nos leva à triste convicção de que as almas que rompem com a Igreja Católica, caso não se arrependam, correm sério risco de condenação eterna. Não nos esqueçamos, aliás, que Nossa Senhora quis confirmar a existência do inferno e a condenação das almas mostrando-o aos pastorinhos em Fátima, a 13 de julho de 1917.
Há, entretanto, outro fator preponderante para a consternação dos nossos; é o fato de os católicos estarem abandonando a Igreja por causa de uma força centrífuga autodemolidora, instalada no próprio seio d’Ela, conforme já apontou o Papa Paulo VI em dezembro de 1968.
Nossa Santa Religião está encharcada de elementos que a desfiguram inescrupulosamente vinte e quatro horas por dia, propulsionando assim, direta ou indiretamente, para a apostasia, as almas que buscam a autêntica espiritualidade da Igreja Católica.
Frustradas dentro da Igreja, decepcionadas com uma quantidade não pequena de pastores mal orientados, sentindo-se repelidas por suas apetências coerentes com a Fé, acabam se excluindo, cheias de perplexidades, em razão de sua consciência duramente violentada. Não as justificamos, estamos apenas descrevendo o fenômeno. Caberia permanecer na Igreja em estado de resistência contra os maus católicos. Mas é inegável que essas almas têm essas atenuantes.
Basta viajar pelo interior do Brasil para deparar com uma quantidade incontável de escândalos morais, litúrgicos e doutrinários que transudam numa incontável quantidade de paróquias. Fiéis perplexos, desorientados, vazios, se dispersam, como ovelhas desgarradas pelos campos, à mercê dos lobos espertos que logo as acediam com suas charlatanices, heresias e marketing pseudoreligioso.

Pobres almas remidas por Nosso Senhor Jesus Cristo. Quem tem pena delas?
Quantas autoridades religiosas só tratam de assuntos materiais e temporais, dir-se-ia que perderam a Fé. Dão palpites a propósito de tudo o que não lhes diz respeito, apoiando reivindicações sociais sempre voltadas para a esquerda, muitas vezes contrárias à doutrina e à moral da Santa Igreja; enquanto as almas se  desviam aos borbotões. “Pelos seus frutos vós os conhecereis” diz São Mateus, e os frutos aí estão. Uma diminuição enorme de católicos.
Apesar dos números reveladores e das evidências, a obstinação em caminhar pelas vias do “progressismo”, da teologia da libertação, de práticas inspiradas no protestantismo pentecostal etc., é determinada.
Será por um consciente espírito autodemolidor?
Para dar um exemplo que endossa essas considerações, a má vontade e incompreensão que sofrem vários sacerdotes desejosos de, apoiados no Motu Próprio de Bento XVI, celebrarem a Missa Tridentina.
Há sacerdotes relegados , por causa disso, a celebrar fora das cidades, em sítios distantes, em condições  materiais precárias, em sensível pobreza. Outros vivem numa perpétua insegurança sobre o que lhes pode acontecer, pelo fato de serem conservadores, desejarem celebrar o ritual tradicional e usarem batina.
Não faltam bispos que colocam toda sorte de dificuldades para permitir a celebração da Missa tradicional, que, não obstante, ganha cada vez mais adeptos.
Não será que essa tendência conservadora pode começar a recuperar o terreno perdido? Por que não favorece-la mais?
Além disso, respeitáveis senhoras são ridicularizadas publicamente até por sacerdotes durante as missas, por se apresentarem de véu para comungar. Ao mesmo tempo, moças indecorosamente vestidas recebem livremente a comunhão.
A outros se lhes nega a absolvição pelo fato de se confessarem conforme aprenderam no catecismo e não - para usar uma expressão utilizada por alguns confessores – segundo a “moda atual” de confissão na Igreja, que mais parece “um papo” do que uma acusação dos pecados.
Chegamos ao ponto de sacerdotes afirmarem publicamente: “Aqui o Papa não manda nada” etc... Conheço testemunhas de todos esses fatos.
Enquanto isso, as almas vão se esfriando, apagando, se retirando, abandonando nossa Santa Igreja. Contudo, para muitos clérigos, este fato parece não causar dor nenhuma. Continuam sua marcha demolidora da Igreja e mortal para as almas.

Serão eles realmente pastores? Aqueles que, segundo Nosso Senhor, dão a vida pelas suas ovelhas? Ou serão lobos com pele de ovelha, o sal que não salga? A pergunta fica colocada.
Imagino quanto esta situação faz sofrer os autênticos pastores de Nosso Senhor!
Em qualquer caso, independente de quantos o traiam, certíssimo é que Nosso Senhor é a cabeça da Igreja, e que Esta constitui Seu Corpo Místico. A parte humana da Igreja é sujeita a erros, mas o seu caráter divino e infalível é inatingível pela conspurcação dos seus inimigos, especialmente dos que, a partir de dentro A traem – de acordo com a constatação de Paulo VI lembrada acima.

Conforme prometeu Nosso Senhor, “as portas do Inferno não prevalecerão contra Ela”; portanto, a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, a única Igreja verdadeira do único Deus verdadeiro, vencerá a todos que lutam contra Ela. Sejam eles quem e quantos forem.

2 comentários:

Ass. Cultural Nossa Senhora Auxílio dos Cristãos disse...

Salve Maria!

Parabéns pelo texto! Muito bom mesmo! Peço permissão para publicá-lo no blog da nossa Associação. Parece que quem escreveu o texto conhece a realidade de Betim/MG que a cada dia que passa se afunda mais no progressismo e modernismo imbecil.

Conheça a nossa Associação e acompanhe a nossa luta.

http://auxiliodoscristaos.blogspot.com.br/

stefan disse...

POR ISSO NÃO PODEM SALVAR-SE AQUELES SABENDO QUE A IGREJA CATÓLICA... Catecismo Católico, n° 846
A Igreja não perde fiéis, mas de quem se diz católico, de falsos membros, desconhecedores dela e sua fundamentação teológica, de Jesus, Ele mesmo, veja Cl 1, 18; Cl 1,22, Ef 1.22-23 e 1 Cor 12.,12+ etc., cujo número confiável, sabedor do porque de ser pertencer à Igreja é muito baixo. A prova disso que tantas injustiças grassam e há muita participação de supostos católicos, inclusive aliando-se a seitas, espiritismo nas mais diversas manifestações, maçonaria, partidos socialistas e comunistas e à herética Teologia da Libertação e a outras graves incompatibilidades na fé da Igreja tradicional.
Quanto ao crescimento supostamente evangélico é muito relativo; subdividem-se em milhares de seitas, cerca de 35 000 partidos religiosos, sem contar as não denominacionais, onde cada um interpreta como quer ou convém a Bíblia; até a homilia do pastor é submetida a crivo pessoal, sujeita à aprovação. Há as aceitando batismo de crianças, outras não; a Eucaristia em algumas é símbolo, a outras Presença Real e milhares de paradoxos e sectários acusam-se mutuamente de hereges!

Quase todas têem cultos semelhantes a centros espíritas: gritaria, rodopios, passes, aparentes transes, expulsão de supostos maus espíritos para curas - ao se enfermarem os pastores não convocam outro pastor para proceder a expulsão do diabo em si, vão ao médico... Afinal, que evangélicos dissensos são esses? Antes, não eram católicos de fato; agora um aglomerado de desagregados, reunidos fisicamente em facções contrastantes entre si com as mentes e os corações distantes uns dos outros no contexto teológico-exegético-doutrinário, cada vez mais em quantidade aumentando. Em Mt 12,25 ...reinos divididos contra si mesmos...", uma massa religiosa disforme ultra relativista servindo-se em imenso restaurante de mais de 35 000 seitas, "self-services doutrinários", com cardápio à escolha de cada cliente...

Interessante: tanto na Igreja ou doutro lado são os mesmos: migrando de seita em seita, sempre se batizando - um pastor de uma igreja não confia no outro - à procura de uma "igreja boa, mais ideal". Há-as aprovando aborto, outras ordenação feminina, outras homosexualismo, outras adultério etc. E ao supostamente evangelizarem, doutrinam a critério pessoal: uma imensa babel doutrinária. Que qualidade e vantagem há nisso?
Aliás, certos supostos católicos da Igreja, por sinal, por serem infiéis, indesejosos de mudarem-se, talvez o lugar ideal seja-lhes nas seitas; sentir-se-ão à vontade nesses grupamentos religiosos disformes, apropriadas às suas mentalidades ignorantes, egoísticas, soberbas ou interesseiras; aliás, aí permanecer ou montar outra seita para si dá no mesmo.

Há vantagem na atual massa católica descompromissada com a Igreja elegendo presidente e representantes nos poderes a pessoas e partidos anti Cristo e à Igreja, implantando com seu aval leis anticristãs, como aborto, adultério, homossexualismo etc., o caso dos adeptos da sectária Teologia da Libertação repassando a doutrina católica subvertida e sutilmente camuflada sob a ótica marxista e outras abominações anti cristãs?

E pior: após o poder centrar-se em socialistas-comunistas ateus e materialistas eleitos por católicos(?) dá nisso: subvertem a fé cristã com a ajuda de membros apostasiados, assim como toda a sociedade, convertendo tudo em diversificado paganismo, esoterismos das várias tendências e nuances etc., facilitando a implantação do reino da injustiça, com o aval dos alienados à fé.
1 Jo 2,19: Eles saíram de entre nós, mas não eram dos nossos. Se tivessem sido dos nossos teriam permanecido conosco.
Veja no "You Tube" pastores famosos evangélicos como "se amam" em recíprocas acusações nas diversas modalidades, inclusive de pertença à maçonaria... E a heresia de famoso pastor(?) V Santiago: "cruz é sinônimo de maldição, palhaçada"...