quinta-feira, 25 de março de 2010

Triunfo de Nosso Senhor no domingo de Ramos


Como são benfazejos para o povo os andores e as procissões da Semana Santa segundo o enfoque multi-secular da Liturgia Tradicional!

E como as palavras de Plinio Corrêa de Oliveira projetam uma luz nova e viva sobre uma tradição perseguida e deturpada pelos erros progressistas, miserabilistas, tribalistas etc.

Parabéns ao autor do audiovisual, Sr. Luis Dufaur, que soube somar várias coisas boas obtendo um resultado ótimo!


segunda-feira, 1 de março de 2010

O Restaurante, o Órgão e o Monge


Ir a um bom restaurante, não necessariamente caro, é próprio ao homem que aprecia os bons paladares da culinária; compreende êle que se trata de uma autêntica arte. Um prato bem elaborado, com acerto na harmonia de seus elementos e precisão no tempo de preparação, pode justificar um sacrifício pecuniário para ser degustado.

Dizem os franceses: há restaurantes que justificam uma parada, há outros que justificam um desvio e há alguns que justificam uma viagem.

Entra-se num restaurante para restaurar as forças. Contudo, poucos freqüentadores explicitam que a restauração é também e sobretudo de caráter espiritual. Basta observar a fisionomia com a qual alguém chega a um restaurante e a fisionomia que a mesma pessoa expressa ao sair.

A restauração do espírito começa com a impregnação do ambiente. Quando se resolve ir a um restaurante, pensa-se num prato e ao mesmo tempo no ambiente. E parece-me não errar ao afirmar que as prateleiras com as garrafas de bebidas têm um papel primordial na ação de influência sobre o gastrônomo. Refiro-me aos destilados e aos fermentados. Refrigerantes estão fora disso, especialmente a Coca-Cola.

Considero sempre o caso de um apreciador equilibrado e temperante, aquele cuja vontade bem estruturada tem domínio sobre sua vontade e sensibilidade, e no seu espírito prevalecem, muito bem combinadas, a capacidade admirativa e o senso das medidas.

Como é agradável admirar aquele conjunto de garrafas de aspectos personalizados, com rótulos evocativos de belas tradições, contendo líquidos finamente elaborados durante períodos de tempo cuidadosamente observados, a partir de criativos elementos, com cores as mais sugestivas para os seus aromas e sabores. Cognac, Wisky , Ginn, Vodka, Aguardente Velha etc., são títulos dessa elite líquida.

Tem-se a impressão de que cada garrafa contém o segredo de um conteúdo exclusivo, com uma personalidade própria, uma tradição própria, um “perfume” próprio. Em outras palavras, cada garrafa parece afirmar: “Eu levo dentro de mim um tesouro único, por isso sou eu mesma, sou diferente das outras; levo em mim a minha própria história, que me confere o direito de me expor nesta prateleira afirmando que sou digna de apreciadores realmente credenciados, capazes de compreender quantos valores eu carrego”.

Há ainda, nessa nobre corte, a refinada categoria dos licores. Freqüentemente suas garrafas parecem portadoras de luzes coloridas tão densas que só permitem serem saboreadas em doses bastante comedidas. Chartreuse, Dom Benedictine, Mozart, Amaretto di Sarono...

O mais interessante é que as garrafas não brigam entre si, mas constituem uma grande harmonia. Assim consideradas as coisas, a estante acaba trazendo ao espírito a analogia com um órgão de tubos, com suas inúmeras harmonias sonoras, ora predominando os agudos, ora os graves, ora os fortes, ora os pianos.

Essa impressão parece mais intensa e profunda quando se tratam de garrafas de vinho ou de champagne.

Ao analisarmos uma garrafa de um bom vinho, temos a impressão de que, preenchida com uvas de cepas seculares, ela veio ao mundo desde uma cave profunda, penumbrosa, silenciosa, fresca, onde, durante um prolongado período, o seu conteúdo foi se aprimorando, mais ou menos como um monge que, num claustro isolado do mundo, no recolhimento e na elevação do espírito, santifica a alma antes de subir ao Céu.

Nos vinhos encanta a musicalidade dos nomes: Quinta do Vale Meão, Bourgogne Couvent, Marqués de Arviza...

Um aristocrata saberá encontrar num bom vinho a expressão de valores morais e metafísicos. Se ele ama a Deus, descobrirá reflexos do Criador na bebida e compreenderá porque o primeiro milagre de Nosso Senhor foi transformar, em Caná, centenas de litros de água no mais excelente vinho que se possa imaginar. Mais ainda, ele o degustará compreendendo por que o vinho foi escolhido para, após a Consagração, tornar-se o Preciosíssimo Sangue de Jesus Cristo.

Já o burguês saberá que se trata de algo que possui valores, comprará e até pagará caro a sua aquisição, mas terá menos facilidade para alçar-se às regiões freqüentadas pelas “águias do espírito”.

Algum socialista ou comunista característico, igualitário por definição, mas tão freqüentemente dono de polpudíssima carteira e vivendo nababescamente, se encharcará de tanto beber um bom Romanée, por exemplo, pouco se importando com os valores que aquela requintada bebida oferece. Afinal, ele odeia aqueles valores que falam de elevação e de espírito; ele quer o prazer bruto, destemperado, glutão, em uma palavra, chão. Nada mais igualitário.

Os limites deste artigo me impedem de abordar um outro mundo maravilhoso. O dos copos, taças e cálices de cristal próprios a cada tipo de bebida. É um outro “teclado” de harmonias desse mundo harmonicamente hierárquico cheio de valores.

Antes de terminar, agrada sobremaneira saber que haja um número crescente de degustações de vinhos feitas por pessoas interessadas em ressuscitar os valores tradicionais dessas maravilhas.

Sim, porque indiretamente estão reconhecendo o quanto valem as famílias tradicionais, sem as quais maravilhas assim seriam praticamente impossíveis; estão reconhecendo o valor do espírito aristocrático, que torna possível a compreensão desses valores sutis próprios às pessoas refinadas, e que acabam se dando conta de que necessitamos de uma sociedade com elite e tradição autênticas, harmonicamente desigual, e não de um igualitarismo achatado, sem harmonia e sem valores do espírito.

Indiretamente reconhecem o bem enorme que o próprio “populino” aufere com a existência de pessoas com reais qualidades culturais.

Conforme explica Plinio Corrêa de Oliveira em seu famoso livro “Nobreza e elites tradicionais análogas nas alocuções de Pio XII ao Patriciado e à Nobreza romana”, é de uma renovada aristocracia, que inspire nos mais simples os valores morais e espirituais realmente culturais, que o Brasil mais necessita.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Um código para quem "tem" alma

Em 5 de janeiro p.p. a Folha de São Paulo publicou, na coluna de Rubem Alves a seguinte texto de Octávio Paz intitulado: Os dois tempos


"Todos os dias atravessamos a mesma rua ou o mesmo jardim; todas as tardes nossos olhos batem no mesmo muro avermelhado, feito de tijolos e tempo urbano. De repente, num dia qualquer, a rua dá para outro mundo, o jardim acaba de nascer, o muro fatigado se cobre de signos. Nunca os tínhamos visto e agora ficamos espantados por eles serem assim: tanto e tão esmagadoramente reais. Não, isso que estamos vendo pela primeira vez já havíamos visto antes. Em algum lugar, no qual nunca estivemos, já estavam o muro, a rua, o jardim. Parece que nos recordamos e quereríamos voltar para lá, para esse lugar onde as coisas são sempre assim, banhadas por uma luz antiquíssima e ao mesmo tempo acabada de nascer. Nós também somos de lá. Um sopro nos golpeia a fronte. Estamos encantados, suspensos no meio da tarde imóvel. Adivinhamos que somos de outro mundo".

Confesso que ao ler o texto acima me senti consolado. Há gente hoje em dia que capta essa mensagem especial que são os tesouros inestimáveis da tradição.

É ou não é verdade que sem tradição não há vida, não há sonho, não há poesia?

Querem a prova mais palpável disso?

Basta postar-se, por exemplo, numa mesinha de bar na calçada da Av. Paulista e ficar analisando as pessoas que passam.

Que vazio! Que frieza! Que alienação!

Corre corre, interesses materiais, aflições, angústias depressões... É comum.

“Graças” à televisão, à internet, ao marketing etc. as pessoas se esqueceram que têm alma. Esquecendo-se que têm alma, desligaram-se da maior fonte de alegria e de felicidade que, paradoxo, levam dentro de si.

O sensual busca a felicidade na exacerbação da sensualidade, o materialista no acúmulo de dinheiro, o esquerdista nas teorias atéias igualitárias, o padre moderno no social abandonando o espiritual e daí para fora. Todos fracassam.

A felicidade está em saber ler a mensagem autêntica que as coisas portadoras de valores nos revelam e viver em consonância com tais valores.

Não é supérfluo lembrar que os valores autênticos são os valores divinos, reflexos da infinitude de Deus, de Sua graça, de Seu poder, de Seu direito de ser conhecido, amado e servido por todos os homens Suas criaturas.

O que não é isso, diz Santa Teresa: "...não passa de ilusão e aflição de espírito".

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

No Natal, não expulse o Aniversariante...


Todos se preparam para o Natal.

O que comprar, o que comer, para onde ir, que

presentes dar, que presentes ganhar.

A cidade se enche de luzes, de Papais Noéis, de propagandas e promoções. As lojas ficam repletas, o comércio regurgita, o povo se agita.

Busca-se antes de tudo o prazer. Prazer da comida e da bebida; prazer do relaxamento completo onde se patenteiam a falta de compostura, o desmazelo, o semi nudismo, o pecado. Para dizer numa só expressão, busca-se o prazer no maior grau possível, excessivo, descontrolado, abusivo.

O grande astro desse Natal é o Papai Noel, símbolo do amigão presenteador, agente de marketing, ateu e materialista.

Terminado o Natal, o que fica é uma imensa frustração, uma ressaca que é mais espiritual do que física. Sobretudo, fica cometida uma imensa ingratidão, uma imensa injustiça!

Por quê? Porque o dono da festa ficou do lado de fora, foi expulso... Pior foi expulso dos corações!

Natal quer dizer nascimento. Nascimento de quem?

Do Menino Jesus, o Homem-Deus, que veio nos remir e conquistar o céu para cada um de nós. O mundo inteiro comemora o Natal porque, em razão da grandeza transcendental do acontecimento, ele marcou profundamente o gênero humano, tão importante é para cada um conseguir a salvação eterna.

Mas, a presença do Menino Jesus nas comemorações do seu próprio aniversário tornou-se desagradável em nossos dias. Por quê?

Não por causa de sua bondade e misericórdia, que a todos interessa, mas por causa de sua majestade, de sua seriedade, de sua grandeza, de sua pureza, que desagradam o homem superficial, largado e sensual de nossos dias.

No Natal, não expulse o aniversariante, mas coloque-o no centro da festa, no centro das atenções, especialmente no coração e pense o quanto isso é justo, pois Ele é Deus, deu a vida por nós e nos mantém todo o tempo.

Feito isso, todos os demais aspectos das comemorações natalinas acontecerão como devem, e não haverá frustração, nem pecado...

O seu Natal será um símbolo de gratidão e reconhecimento; será pleno de bênçãos.

O Menino Jesus é o verdadeiro centro das comemorações do Natal.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Gripe Suína, Comunhão na mão e crise de Fé

Um amigo de há muitos anos, querendo de algum modo aliviar-me uma prolongada convalescença, deu-me de presente um álbum que lhe pareceu interessante.
Ele acertou. Realmente é muito bonito e portador de uma bela lição.
Trata-se de uma publicação da catedral católica grego melquita de São Paulo que contém, magníficamente ilustrado, um hino especial a Nossa Senhora Mãe de Deus datado do século IV com um nome pouco sonoro a nossos ouvidos: Akathistos.
Logo no início lê-se a seguinte narração:
“O Imperador Herácleios estava numa expedição marítima, em luta contra a agressão dos persas à cidade de Constantinopla. O cerco durava já alguns meses, e era evidente que suas tropas estavam em desvantagem.
“Quando as tropas da ‘Rainha da Cidade de Constantinopla’ (nome atribuído pelo povo bizantino à Mãe de Deus), estavam chegando ao desespero, a Fé do povo buscou o impossível.
“O Venerável Patriarca Sérgios, acompanhado de todo o povo, marchou ao longo da grande muralha de Constantinopla com um ícone da Mãe de Deus na mão, reforçando a certeza de que a vitória estava na libertação que vem do Alto.
“Inesperadamente, uma grande tempestade, com enormes maremotos, destruiu a maior parte da frota inimiga, que foi forçada a desistir da invasão, afastando-se definitivamente.
“Os fiéis de Constantinopla, então, espontaneamente lotaram da igreja de Theotokos (Mãe de Deus) e, todos em pé, cantaram, durante toda a noite, hinos de gratidão e louvor...”
Fatos como esse pululam ao longo de toda a história da Igreja Católica. Aliás, de passagem, nunca ouvi dizer da existência de algum livro editado por qualquer uma das falsas religiões – que hoje são uma verdadeira pandemia - com narrações de ajudas sobrenaturais, sobretudo desse porte.
O fato que se deu em Constantinopla no século VII trouxe-me à mente a seguinte cogitação:
Antigamente catástrofes, pandemias, guerras etc., eram afastadas por força de atos de Fé na ajuda onipotente de Deus.
Orações, penitências, conversões, promessas acabavam aplacando a Deus e alcançando grandes misericórdias.
E acabava ficando claro que Deus permitia a ameaça visando exatamente corrigir algum pecado social, maus costumes, relaxamento com relação aos Seus Mandamentos etc. tendo como meta a conversão e salvação das almas daquele povo.


Sobretudo, os Seus ministros, continuadores dos Apóstolos, eram céleres em aproveitar a ocasião e promover a melhora espiritual do povo para aproximá-lo cada vez mais de Deus, que, agindo assim mostrava, no fundo, Seu imenso amor pelo povo.
Por que não de vêm coisas dessas com relação à gripe suína?
O mundo inteiro está tratando como uma catástrofe de grande perigo.
Aliás não me lembro de ter visto nem com relação à gripe aviária, nem com relação à AIDS, nem com relação às ameaças ecológicas tão alardeadas pelo mundo...
Pelo contrário, em muitas igrejas foi imposta uma norma que não só abstrai da Fé no poder do Santíssimo Sacramento criando um receio de contágio na hora da comunhão, como é contraditória em relação às próprias normas dadas pelos órgãos de saúde. Os celebrantes exigem que se comungue na mão. E há até a negação do Sacramento a quem não aceitá-lO na mão.
Ora, tem sido recomendado aos quatro cantos lavar as mãos muitas vezes ao dia, pois é por onde há mais risco do vírus passar de fora para dentro da pessoa.
Sabemos que o sacerdote tem o dever de lavar as mãos antes de celebrar a Missa, mas os fiéis que chegam da rua, após pegarem em toda sorte de objetos, cumprimentarem incontáveis pessoas, pegarem no dinheiro para dar na coleta etc., não têm como fazer a higiene das mãos. Tornam assim as suas mãos os mais prováveis veículos dos vírus.
Mas, o mais grave é o outro aspecto.
Sejamos objetivos. Sem julgar as pessoas que a impõem, uma norma dessas é própria de quem não tem Fé sobrenatural, ou a tem muito pouca, e acaba favorecendo uma desconfiança do poder de Deus que contribui para um afastamento interior com relação à Presença Real de Nosso Senhor, ao invés de aproximar o povo do Santíssimo Sacramento.
Fica subentendido que o próprio Santíssimo Sacramento pode acabar sendo veículo de doença...!!! Uma contradição direta com a Fé no Seu poder!
Por que, em nossos dias tão carregados de problemas gravíssimos, o povo católico não tem sido movido a grandes atos de Fé com petições a Deus, com pedidos de perdão, com promessas de conversão etc.?
Fé o povo tem. Vemos em Lourdes, em Fátima, em Aparecida do Norte e em muitíssimas ocasiões. Vemos o povo rezar por si e pelos seus, pelas suas angústias pessoais. Mas ninguém os move a pedir por razões maiores e realmente de grande importância. Como isso robusteceria a Fé, a própria Igreja, a virtude, os costumes etc.
Mas para isso é preciso ter Fé.
Será que presenciamos uma crise de Fé em largas esferas do clero?
Lembro-me do que a Irmã Lúcia escreveu no final da segunda parte do Segredo de Fátima, uma frase insinuando a terceira parte e que até hoje carece de explicação:
“Em Portugal se preservará sempre o dogma da Fé...”
Estudiosos comentaram que, com toda certeza, haveria no futuro uma tão grande crise de Fé no mundo, que merecia especial menção o fato da Fé ser preservada em Portugal.
Estaremos nisso?!...

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Igreja da Boa Morte, Céu e Inferno

Foi reinaugurada a igreja de Nossa Senhora da Boa Morte que fica na esquina da Rua do Carmo com a Rua Tabatingüera, próxima à Praça da Sé. Que bom!
Desde 1810 a pequena igreja recebe as preces aflitas dos católicos com seus mais variados problemas. Ó maravilha da misericórdia de Deus!
Aliás, tudo o que diz respeito à preservação e restauração de igrejas antigas me parece sumamente simpático. Vejo nisso uma santa reação – que pode na ser explícita mas em todo caso existe - ao espírito progressista, tão empenhado em desprezar a tradição e substituir ambientes sagrados, carregados de imponderáveis e bênçãos, por imóveis modernosos totalmente vazios de imponderáveis e de unção.
Nada mais sem graça para a alma do que uma igreja sem adornos, sem imagens bonitas, sem ouro e sem maravilhoso sacro.
Logicamente, alegrou-me a profusão de notícias na mídia sobre o auspicioso fato.
Mas algo me deixa apreensivo...
Nos tempos antigos, os condenados à morte se detinham ali para uma última prece antes de sofrerem a pena capital. Evidentemente havia muito mais Fé do que hoje, e mesmo os pobres criminosos desejavam, embora não tivessem vivido bem, pelo menos morrer bem. Era o tempo em que se temia a Deus e o inferno eterno.
Isso nos leva a compreender o que a reinauguração dessa igreja tem de maior importância:
É o fato da igreja ser dedicada a Nossa Senhora da Boa Morte.
A explicação vem do fato de Nossa Senhora ter tido uma morte tão santa e suave que a Igreja prefere expressar como a "dormição" de Nossa Senhora.
Ora, no fundo, é para todos nós católicos termos uma boa morte que existe a Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

O momento mais importante de nossa existência é a hora da morte; pois é na hora em que morrermos que Nosso Senhor Jesus Cristo nos julgará e nos dará uma sentença eterna.
Em que termos Ele nos julgará a todos e a cada um?
- Seremos julgados em função dos 10 Mandamentos, que é a Lei de Deus, e da qual Ele disse que não será subtraído nenhum jota.
Nesse momento a vida nos terá parecido curtíssima!
Se não tivermos vivido como devemos, sentiremos o efêmero e a ilusão de tudo a que nos apegamos e nos dedicamos indevidamente. Como gostaríamos, então, de estar com o crédito muito mais elevado junto ao divino Juíz...
Nessa hora nos daremos conta que a única moeda que tem valor na eternidade é a virtude, ou seja, a nossa luta empreendida por amor de Deus e para a glória dEle.
Se recusarmos a Deus o nosso amor e serviço, seremos condenados ao inferno.

Se, entretanto, soubermos amar a Deus sobre todas as coisas e praticar os Seus preceitos; se soubermos viver as virtudes com intenção de nos santificar, iremos para o Céu.

Minha pergunta cheia de incertezas é:
Será que, nas atividades desempenhadas nessa bela igreja, este aspecto tão central vai ser considerado com a importância que tem? Muito mais valioso do que todo atendimento material que eventualmente poderá ali ser dispensado?
A boa morte é o contrário da morte má. Se não houvesse o risco da condenação eterna qualquer morte seria, em tese, boa. Pelo menos não seria má...
Que essa igreja fundada com tão elevado objetivo – e que vai estar aberta 24 horas por dia – ajude ao maior número possível de católicos a alcançarem uma boa morte e assim a se salvarem eternamente para a maior glória de Deus.
Lembro que a Irmã Lúcia, narra em suas memórias, que em 13 de julho de 1917, quando Nossa Senhora lhe mostrou o inferno (e também aos dois primos bem aventurados), viu os pecadores caírem nele como as folhas caem das árvores nos invernos europeus. Isso há quase 100 anos atrás! Quando nem se falava em divórcio, em aborto, em aberrações morais de todo gênero etc.
Essas simples considerações fazem brotar uma conclusão: quão especial é a função da igreja de Nossa Senhora da Boa Morte e quanto bem ela poderá fazer nestes dias onde o rebanho católico vive tão distante dos Mandamentos!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Os animais são símbolos... para os inteligentes.

Uma nova “aristocracia”, altamente privilegiada e midiatizada - a despeito de todo o igualitarismo propalado por tudo quanto é esquerda, diga-se de passagem - vem sendo artificialmente erigida em nome de uma ecologia cada vez mais questionada cientificamente, mas cada vez mais ideologizada e manipulada pelas forças comunistizantes: os animais.


À maneira das colunas sociais de expoentes de classe, fotos de animais com legendas totalmente banais, quando não estúpidas, o tipo: Panda gigante come melancia, ou: Gorila de oito meses, são de molde a provocar indignação por refletir quanto são ocas as mentes que as produzem. Parecem animais irracionais escrevendo sobre seus semelhantes.

Que diferença de anos-luz em comparação com a maneira superior de Dr. Plinio Corrêa de Oliveira considerar os animais! Totalmente alheio a uma visão pseudo protetora dos animais e da natureza, externa ele o enfoque ideal com o qual devemos considerar os animais.
Chama a atenção como tanto o homem como os animais acabam dignificados. O homem se eleva e eleva o animal, e não se animaliza conforme faz o comum hoje em dia.


O mistério... em um gato: “As reações que os gatos despertam nos homens são muito diversas, pois vão do extremo da antipatia até o extremo do carinho, passando por toda a gama intermediária.
É que no gato, animal extraordinariamente rico em aspectos, há de tudo.
Tigre em miniatura, é ele uma minúscula fera, que às vezes se manifesta arranhando, mordendo, saltando inopinadamente, assustando, pondo tudo em rebuliço e quebrando o que encontra.
Mas, quando o elemento fera se aquieta, o gato se mostra de modo oposto: encantadoramente vivaz, delicado e distinto em todos os seus gestos, expressivo em suas atitudes, carinhoso, mimoso, em suma um verdadeiro bibelô vivo.
Um bibelô, entretanto, que não tem certo ar de bagatela, inseparável em geral até dos bibelôs mais finos. Porque em seu olhar, que tem algo de magnético e insondável, de reservado e enigmático, o gato conserva a terrível e atraente superioridade do mistério.” (Plinio Corrêa de Oliveira, A Inocência Primeva e a Contemplação Sacral do Universo, 225)