quinta-feira, 1 de maio de 2008

O aristocrata, o liberado e o louco...!

Tudo o que o homem cria para seu uso social é símbolo da sua mentalidade. Sim, porque ao criar o homem busca satisfazer uma sede de apetências que, uma vez realizadas, lhe proporcionem felicidade. Este fenômeno se dá de modo especial com os automóveis. Desde que surgiram os primeiros veículos, o homem devotou-lhes um tão grande interesse que conferiu ao mercado automobilístico um dos mais fortes pilares da economia de várias nações. Tal força vem do fato do automóvel ter um papel fortíssimo no ambiente social.


Assim, se analisarmos os três veículos abaixo, podemos descrever uma trajetória do espírito humano desde a metade do século XX até hoje.




O Rolls Royce acima deve ser do início da segunda metade do século XX. Sua linha profundamente sóbria, equilibrada à qual não falta uma marcada elegância. Está ideal para uma pessoa culta, fina, de família tradicional. Enfim, doerá nos revolucionários, mas este Rolls Royce está à altura de um Rei, de uma Rainha, de alguém da melhor aristocracia.



O segundo veículo é também um Rolls Royce, mas de um modelo recente. A nota predominante não é a elegância da aparência mas a qualidade da máquina. Suas linhas ficaram pesadas e o seu aristocratismo se evolou. Certamente vale uma fortuna, mas ele representa mais o esportivo, o menos formal, o liberado. No anterior um homem de bermudas e camiseta não cabia em hipótese alguma. Neste, vai perfeitamente, basta ser de uma grife bem cotada e cara.

Já o terceiro veículo, o Red Stiletto americano, é a introdução do estravagante mais descabido. Aqui não importa nem a elegância das linhas nem a qualidade da máquina. Importa apenas a intenção de ostentar a aparência mais estravagante, mais desequilibrada, mais ilógica. É a ufania da loucura voluntária.
Apesar de rodeado de progresso, o homem atual parece lançar-se na loucura à procura da felicidade que, longe de Deus e seus Mandamentos, não encontrou.

Um comentário:

Carlos Alberto Rosa Junior disse...

Recentemente numa roda discutia a possibilidade de desvio de verbas da obra de um Tribunal de Justiça, pouco depois, já em minha residencia vi uma matéria na TV mostrando o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, uma edificação majestosa, imponente, vitrais, madeira de lei, granitos,..., comecei então a me recordar de edificações mais recentes como os prédios do Ministério da Fazenda ou do Trabalho no Rio (pé direito de 10 metros, granito em toda a fachada,..).
Passei então a comparar estas edificações, fazendo a mesma analogia feita com os automóveis, e lamentavelmente cheguei a conclusão que o espirito humano está involuindo ao longo do tempo, a pequenez das criações modernas, o "espirito" do descartavel, do "fast-food", suplantaram bons modos e costumes criados pelo homem.
Na construção destas obras majestosas não se conhecem histórias de desvio de verbas, superfaturamento,...
Sinceramente acho que tais fatos estão intimamente relacionados com a falta de respeito do ser humano pela vida, pois na minha humilde avaliação tudo isto tem a mesma origem: "A perda do temor a DEUS", que segundo Salomão é a origem de toda a Sabedoria