domingo, 6 de setembro de 2020

A gesta dos autênticos católicos brasileiros

 

              À medida que a pandemia vai diminuindo e as coisas começam a voltar para uma normalidade, pelo menos aparente, vai ficando claro para muitos que o mundo está passando, a propósito do virus chinês, por uma verdadeira revolução comunista chinesa.
            De tal maneira isso é verdade que já aparece na internet gente chamando o virus chinês de comunavirus.
            Realmente a aplicação de medidas draconianas para prevenir o contagio, o exagero fraudulento do número de óbitos, o aumento do número de mortos por causa da proibição do uso da cloroquina (hoje recomendada pela própria China), a imposição abusiva do uso de máscaras. De medição de temperatura etc., e o apoio deslavado da grande midia para empanicar as pessoas, foi a grande estrategia para a Opinião Pública se submeter às exigências impostas por governos estaduais e municipais restringindo por isso as fontes de renda de milhões de brasileiros.
            Além disso foram criados sistemas de relações comerciais, sociais e religiosas que estabelecem parâmetros inteiramente diferentes de convívio, por coincidência, muito semelhantes aos existentes na China.
            Dói imensamente dizer, mas a aplicação mais tirânica de tais medidas foi aplicada por bispos nas igrejas. No momento em que eu lhe escrevo as igrejas estão submissas a tais regras como nenhuma instituição comercial está.
            E o pior, não se viu por parte de bispos e de certo clero, a expressão da menor dor pela supressão dos sacramentos, mas um medo desproporcionado de contrair o comunavirus. Tal procedimento revelou claramente a ausência de fé nesse tipo de clero, que, no entanto, vive de explorar a fé do povo.
            Sabe-se que em muitos lugares as igrejas estão sendo reabertas porque bispos e padres estão sem dinheiro para suas despesas.
            Olhando para trás, os que se interessam pela análise dos fatos percebem que uma quantidade nada pequena de pequenas e médias empresas quebrou. Com isso o número de pobres aumentou expressivamente.
            Onde estava a CNBB, grande defensora - de araque – dos pobres, para evitar que as medidas de prevenção multiplicassem significativamente o número deles?
            E o mais incrível, 152 bispos eméritos, velhos pelejadores a favor do comunismo nas décadas de 70, 80 e 90, aliás portadores de “cicatrizes profundas” causadas pelos golpes verdadeiramente proféticos dados por Plínio Corrêa de Oliveira, golpes esses que evitaram a queda do Brasil no comunismo (segundo autorizados e insuspeitos próceres da esquerda), sairam agora de suas tocas ideologicamente pestilentas para, no fundo defenderem o volta do petismo ao governo!
            A verdade é que o Brasil, com a ajuda de Nossa Senhora Aparecida, vai atravessando uma situação gravíssima, é verdade, mas na qual a esquerda parece embaraçar-se cada vez mais nos seus próprios fios sem encontrar saída. Ela tem o poder de muitos cargos, mas não tem a Opinião Pública, a qual, por sua vez, pende cada vez mais para o anticomunismo.
            Se a orientação de todo o nosso clero fosse boa, quantos frutos bons ele conseguiria para Nosso Senhor nessa hora! É difícil de imaginar. Quem vai pagar por isso?
            A única coisa que temos certeza é que o Imaculado Coração triunfará ainda que, conforme dizia Plinio Corrêa de Oliveira, todos os poderes da terra estejam em mãos dos seus inimigos. Essa é a nossa gloriosa luta, o nosso audacioso desafio, a nossa imensa gesta!

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Ficou chic ostentar a loucura


Das tais coisas difíceis de compreender é a assimilação que parte da opinião pública faz de hábitos irracionais, grotescos e feios. Será que essas pessoas fazem  uma observação séria, uma análise profunda e um julgamento prévio objetivo antes de compra-las e assimila-las aos seus hábitos? Não parece.
Como uma moda que fere completamente o senso da beleza, da integridade (ninguém compra um veículo todo furado, por exemplo), da estética, da harmonia e, sejamos objetivos, afronta rombudamente a razão, como usar voluntariamente calças rasgadas, não é alvo de críticas do próprio público?
É comum pessoas com o tronco agasalhado usando calças cheias de furos. Que lógica tem isso? Perguntadas não sabem o que responder. Usam-nas porque usam-nas e está acabado.
Nem os moradores de rua são vistos, até agora, com tais roupas.
No entanto, atrizes e famosos muito bem pagos, a nova elite desse mundo decadente, ostentam com ufania verdadeiras loucuras as quais são copiadas, com uma fidelidade fanática, por uma imensa parte do público.
Até a grande mídia trata com a maior naturalidade as modas mais estranhas, mais subjugadoras, mais extravagantes. Por que?
Quem gera isso? Quem consegue aliciar de tal maneira as mentes a ponto de despertar nesse público uma verdadeira ufania da loucura?
Coisas loucas, hábitos “escravizantes”, comportamentos irracionais estão conquistando incontáveis mentes. No fundo a liberdade humana está sendo rapinada com métodos inteligentíssimos.
Qual é o objetivo de tais conquistadores?

A nova moda: pensar


Em razão da quarentena não poucas pessoas, paradas em casa, têm se atido muito mais a uma coisa ultrapassada que está virando moda: pensar. Sim, usar a inteligência para exercer uma atividade espiritual que é um privilégio dos seres humanos: pensar.
     Realmente é tal a catadupa de informações sobre a pandemia e sobre a luta dos poderes de esquerda querendo derrubar nosso governo de direita para lançar o Brasil nas garras do comunismo chinês, que ficamos meio perdidos, atordoados.
     Quanto mais informado, mais confuso. Comenta-se.
     Então, por um certo instinto de defesa mental, deixamos tudo de lado e pensamos... e começamos a perceber:
     Os números publicados por órgãos da saúde não inspiram confiança. Atualmente morrem mais de 1000 por dia no Brasil. Só na cidade de São Paulo, são cerca de 200 por dia e, conforme publicou o site da Prefeitura no dia 3 deste mês, no dia 2 havia 68.998 casos confirmados e no dia 1 o número de óbitos de casos confirmados 4.103 pelo covid-19.
     Não fica claro por que, no entanto, a mídia não publica engarrafamento de ambulâncias em hospitais nem de carros fúnebres em cemitérios. As fotos e cenas hosptitalares e funerárias veiculadas são sempre de um pequeno número quando não um só ou dois.
     Uma pessoa conhecida minha, que vive junto ao estádio do Pacaembu onde o governo do Estado montou tendas de emergência, disse que praticamente não registra o menor movimento de ambulâncias ou de carros fúnebres no local. Também no cemitério da Vila Formosa, designado como o principal para sepultar os mortos vítimas do coronavirus, e cujas famílias  são de menos recursos, a mídia não publica nenhuma foto de engarrafamento, que seria normal provocar nos sepultamentos dos cerca de 200 cadáveres por dia (seriam 20 por hora!). Habituada a exagerar o que convém à esquerda, como a mídia exploraria ao delírio cenas dessas se elas existissem de fato...
     Qual o interesse em exagerar os números, uma vez que mesmo os contagiados publicados pela Prefeitura de S. Paulo, com relação à população de São Paulo, que tem 11.800.000 habitantes, não equivalem a mais do que 0,58%, e o de mortos a 0,034% da população?
     Há outras doenças que matam mais do que essa.
     Outro aspecto que chama a atenção é a “coincidência” dos cinco Estados em que os governadores são mais esquerdistas, e de franca oposição ao Governo Federal – os de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará e Amazonas – com um total de 82.000.000 habitantes - somarem até o dia 02 de junho um total de 20.896 mortes, e cinco Estados favoráveis ao Governo Federal – Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Distrito Federal e Santa Catarina, com uma população total de 52.500.000 – somarem, na mesma data, um total de 1.017 mortes.
     Total dos 10 Estados: 21.913 mortos, sendo 95,36% delas nos Estados da oposição. E 4,64% nos Estados da situação. Esses dados foram tirados da internet.
     Por que essa diferença gritante entre o número de mortes nos Estados da oposição e nos da situação? Estranho...
     Para aumentar a confusão, veja o que a UOL publicou no dia 31 de março p.p.:
     “O porta-voz da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tarik Jasarevic, lançou um alerta hoje sobre o uso indiscriminado de máscaras pelas pessoas que não querem se infectar pelo novo coronavírus, garantindo que possa haver uma falsa sensação de segurança. O uso não é requerido para pessoas saudáveis. Ao invés disso, as pessoas com sintomas é que devem usá-las, para proteger os demais, assim como os que cuidam dos doentes em casa e estão mais expostos ao vírus", explicou o representante da entidade.”
     Ora, usar máscara é norma decretada para todo o território nacional pelas autoridades. Como fica essa contradição?
     O mais grave, entretanto, é o lado espiritual da situação. As igrejas estão fechadas, mas muitas pessoas sentem pouco a falta dos sacramentos. Muitos estão se adaptando à nova maneira de praticar a religião via internet. Em casa mesmo, diante de uma tela, largados num sofá, em muitos casos semidespidos, comendo um pedaço de pão e bebendo um pouco de vinho à guisa de comunhão e usando o celular. No final saem satisfeitos, porque, com décadas de deformação conciliar, consideram normal que essa seja a nova forma de cumprir suas obrigações em relação à Religião Católica!
     Continuando o pensamento, uma pergunta se torna evidente: como isso tudo vai acabar?
     A resposta não é difícil para os devotos de Nossa Senhora de Fátima: a primeira parte das previsões de 1917 está se cumprindo no presente. Essa situação vai ficar mais difícil, com os castigos também previstos pela Virgem Santíssima em Fátima. Nesse castigo é de se esperar um grande número de conversões.
     Depois virá, afinal, a segunda parte das previsões: “Por fim o meu Imaculado Coração triunfará!” garantiu Ela.
     Será então o enorme triunfo d'Ela. Que Ela nos conduza a todos, os seus autênticos devotos, até lá!


quinta-feira, 4 de julho de 2019

Concílio Vaticano 3º.?


Para nós, católicos da Igreja militante, o panorama está se enegrecendo cada vez mais na Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana.
            A ofensiva esquerdista que está sendo preparada no Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia prenuncia uma verdadeira revolução não só a respeito da maneira de ver a Igreja, mas com reflexos apocalípticos para toda a ordem mundial.
Há pouco foi publicado o documento Instrumentum laboris que define a pauta desse Sínodo. É verdadeiramente assustador! Poderia muito bem se chamar de documento preparatório do Concílio Vaticano 3º., pois esse Sínodo está para o Concilio Vaticano 2º. como este está para o Concílio de Trento.
            Em outras palavras, a verdadeira explosão de modificações pastorais e doutrinárias que o Concílio Vaticano 2º. provocou na Igreja se repetirá com o lançamento da Igreja Amazônica, mas num âmbito muitíssimo mais grave e radical. A tal hermenêutica da continuidade, já impossível, pura e simplesmente se evapora.
            Para ajudar a compreender melhor o que estou dizendo é preciso retrocedermos ao Pontificado antimodernista de São Pio X, que pautou sua vida em combater o modernismo, heresia que, segundo ele, continha em si todas as heresias.
            Após São Pio X começou um afrouxamento no combate ao modernismo, que depois deu lugar à ascensão paulatina de uma doutrina que é o próprio modernismo revestido de hipócritas aparências, e que chamamos de progressismo.
            Ao mesmo tempo foi gerado um amolecimento sentimental na alma dos católicos que lhes subtraiu a combatividade e inoculou um espírito entreguista, concessivo, meloso que se foi acentuando até o Concílio Vaticano 2º. 
            Suficientemente amolecidos os católicos, foi possível lançar as “novidades” do Vaticano 2º., e depois a crescente desfiguração do espírito e da mentalidade católicas. A Teologia da Libertação ganhou impulso e a esquerda católica se robusteceu muito.
Uma parte do rebanho se escandalizou com o progressismo e o recusou. A estes foi oferecido, ao invés da espiritualidade tradicional católica o carismatismo oriundo dos protestantes pentecostais americanos.
            Essa mudança na Igreja escandalizou a muitos católicos de fé fraca, os quais, sem convicções profundas, preferiram abandoná-la em troca de religiões protestantes.
            Nada foi feito de relevante pelos Pastores para trazer de volta tais ovelhas, porque a postura ecumênica da esquerda católica ensina que não há gravidade a mudança de religião. Por isso assistimos desde o Concílio Vaticano II até hoje o rebanho católico brasileiro diminuir de 97% para pouco mais de 50% sob a indiferença de grande parte dos Pastores.
            Concomitante a isso, o Clero foi se desfigurando cada vez mais, perdendo sua sacralidade, respeitabilidade e santidade, e se mostrando cada vez mais amigo dos antigos lobos dizimadores do rebanho.
            Notícias de escândalos morais dos mais pesados cometidos por um número enorme de clérigos enchem os jornais de numerosos países do mundo, deixando ainda mais perplexas as ovelhas.
            Com profunda tristeza, vemos o atual Pontificado impregnado de coisas inusitadas, de contínuas atitudes francamente perplexitantes, e frequentemente emitindo declarações contrárias à doutrina tradicional, semeando nas almas uma dúvida generalizada sobre o que é propriamente a Igreja Católica, quais são seus princípios verdadeiros e imutáveis, e impondo as perguntas: o que está certo? O que está errado?
            E é justamente no meio desse caos religioso que é convocado um Sínodo que vai lançar praticamente uma nova igreja, totalmente adaptada aos índios, mas que será uma nova face a ser aplicada, conforme anunciam seus responsáveis, para a Igreja no mundo inteiro. É o anúncio de uma revolução profunda, que destruirá totalmente a ideia verdadeira da Igreja na maioria dos católicos lançando-os numa crise de Fé jamais vista.
            Caso esse plano tenha sucesso, os católicos que aderirem a isto mudarão de religião e o imenso rebanho de Nosso Senhor Jesus Cristo se reduzirá a uma minoria. Minoria essa que, provavelmente, terá muito que sofrer. Mas será sustentada pela promessa de Nosso Senhor de que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja, e vencerá com Ele no Triunfo do Imaculado Coração de Maria prometido por Nossa Senhora em Fátima.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

A turquesa rompida livrou o Brasil


Todos estamos presenciando como a grande mídia está atacando desabridamente o governo. Chama a atenção o destempero e o ódio que a move bem como a infinidade de picuinhas que a atiçam. Como era diferente no tempo do PT em que ela, escandalosamente promoveu a comunistização do País.
     Se nós os brasileiros chegamos ao fundo do poço no qual estamos, em grandíssima parte é pelo imenso apoio que tal mídia deu ao petismo, é certo.
     Isso explica um aspecto do problema, mas não explica tudo.
     Outra grande força que apoiou escandalosamente o petismo foi o clero de esquerda. Quantas missas, quantas homilias, quantas campanhas da Fraternidade, quanta doutrinação feita nos confessionários etc., de cunho nitidamente esquerdista jogaram a favor das eleições dos presidentes petistas, aliás fato confessado descaradamente por um deles numa entrevista: “Eu fui eleito pelas CEBS”.
     Nós presenciamos invasões de terras, industrialização de índios “feitos em camarins”, fomentação de luta de classes e de raças emanadas das sacristias, INFELIZMENTE!
     Ao mesmo tempo, o mundo “artístico” impulsionado por forças poderosas de dinheiro se encarregou de criar modas imorais e até malucas, músicas carregadas de mensagens “libertadoras”, grafitagens ilógicas para não dizer caóticas, e outras coisas que foram desmontando a estrutura cristã das almas e substituindo-a por outra coisa inteiramente afim com a completa inversão da ordem. É só sair às ruas e ver.
     Quando, porém, a onda conservadora gerada pelo despertar da maioria da Opinião Pública manifestou o seu enfaramento e a sua recusa, todas as articulações esquerdistas que mencionei acima se puseram em sonora polvorosa, mais ou menos como uma fera quando a caça lhe escapa das mãos.

     Imagine leitor, leitora, o seguinte: Um homem trabalhando numa forja imensa. Com uma turquesa ele agarra uma peça à qual ele quer dar uma certa forma. Ele a firma com a turquesa, a amolece no fogo e a modela com um martelo. Bate, bate, bate, até que a peça esteja como ele quer.
     Imagine o estrago no plano do ferreiro se a turquesa se quebra de tanto ele usá-la. De tanto segurar a peça que martela, dado momento o eixo que une as duas partes da turquesa se quebra e o ferreiro já não tem como firmar a peça que está formando. Se ele martelar a peça sem a turquesa, a mesma voará longe. Martelá-la dentro da forja, no fogo, é impossível. E o martelo perde a sua capacidade de ser eficaz na formação da peça.
     Pois bem. O que aconteceu no Brasil foi a quebra da turquesa formada de duas forças: a grande mídia e a esquerda católica. A força da mídia era para inculcar as ideias de esquerda, o socialismo, o comunismo, o ecologismo, a ideologia de gênero etc.
     Já a esquerda católica, que constituía o outro braço da turquesa, tinha o papel de fazer a opinião pública aceitar remodelar a sua consciência católica pelo ideal da teologia da libertação etc. É o mesmo ideal da grande mídia adaptado ao aspecto espiritual.
     O que fez quebrar a turquesa foi a perda da confiança da opinião pública brasileira nos dois braços da preciosa ferramenta.
     O fogo da forja, que amolece a peça, é a revolução cultural, a guerra nas tendências que atua preparando psicologicamente as pessoas para aderirem aos ideais da esquerda. Daí belas atrizes defenderem ideais inteiramente da esquerda, certos craques do esporte se ufanarem de serem esquerdistas (embora nababos).
     O martelo representa tudo o que era imposto pela força governamental ou pelos órgãos públicos.
     Isso tudo junto visava fazer do Brasil uma outra Venezuela!
     Mas Nossa Senhora Aparecida nos protegeu.
     Quem era o ferreiro? Já percebo a pergunta em seu espírito.
     Porém este artigo esgotou seu tamanho, fica para uma outra vez.
     O que cabe ainda lembrar é a afirmação de vários próceres da esquerda que a razão da grande virada da Opinião Pública no Brasil foi a trilogia tradição família e propriedade, criada por Plinio Corrêa de Oliveira. É um fato.
     Sim, sua luta foi para quebrar a turquesa destruindo o eixo que unia suas duas partes, a confiança da Opinião Pública na grande mídia e na esquerda católica.
     A turquesa rompida livrou o Brasil do comunismo.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

AFINAL, QUEM AMA REALMENTE OS POBRES?


Entramos no ano de 2019. E, tal como um navio lançado ao mar pela primeira vez, todas as esperanças são de que viagens exitosas aconteçam.
     O Presidente Bolsonaro afinal tomou posse. Todo o cerimonial parece ter sido calculado para restaurar nos brasileiros a esperança de que o Brasil de sempre está de volta, deixando para trás a atmosfera de desordem e de caos da era comuno-petista e socialo-PSDBista.
     E o novo presidente propôs proteger as nossas tradições e a família, bem como a propriedade privada e a livre iniciativa. O que significará estimular as forças empreendedoras do País.
Este anúncio tem causado profundo desagrado nos arraiais da esquerda, sobretudo naquele setor do Clero e do laicato alinhados com a Teologia da Libertação, todo ele petista roxo.
     Para esse tipo de gente, um governo que estimule a propriedade privada e a livre iniciativa gera riquezas, as quais produzem o que para eles é o supremo mal: a desigualdade. Eles preferem o achatamento de todos na miséria, do que permitir que os ricos se diferenciem dos pobres. Daí chamarem isto de "opção preferencial pelos pobres", quando na verdade deveriam dizer "opção preferencial pela luta de classes".
     Afinal, quem são os verdadeiros amigos dos pobres? São os que querem criar condições para que eles trabalhem e também se enriqueçam, ou os que querem vê-los perpetuamente achatados na miséria para que não haja desigualdade?
     Por que não aproveitar a força dos que sabem fazer fortuna a favor dos pobres, dando a estes as condições de trabalharem e assim também se enriquecerem? Dessa forma, dentro de uma benéfica e harmoniosa desigualdade, o pobre deixaria de ser pobre e poderia elevar-se a uma condição de vida melhor. Mas isso não é tolerado pelos adeptos da Teologia da Libertação.
     Que mal há numa situação de harmônica desigualdade, e num enriquecimento justo, honesto e digno? Foi para proteger esse direito que Deus criou dois Mandamentos – "Não roubar" e "Não desejar as coisas alheias" –, ensinamentos estes sistematicamente omitidos nas homilias progressistas.
     “Pobres sempre tereis entre vós”, disse Nosso Senhor. São Tomás de Aquino nos ensina que é dever do homem praticar a caridade, e para isto é preciso que uns tenham bens e outros a carência de bens. Isso torna realizável a prática da caridade. Se Deus permite pobres no mundo, também suscita os ricos que os ajudem, fomentando assim o amor cristão.
     Aliás, o Evangelho não relata uma conduta igualitária sequer de Nosso Senhor. Não há um caso em que Ele tenha tirado um pobre da pobreza, nem tenha rebaixado um rico da sua condição de riqueza. Ele curou, deu esmolas, mas não modificou o "status" econômico ou social de ninguém. Nem pregou a luta de classes.
     Tomemos por exemplo a parábola dos talentos. Um senhor (já aqui aparece a relação desigual entre servo e senhor) deu 5 talentos para um servo, 2 para outro e 1 para um terceiro, para que os fizessem render, dizendo que iria se ausentar.
     Por que razão Nosso Senhor não figurou um senhor que distribuísse por igual, a cada um dos três servos, a mesma quantidade de talentos? Por que essa desigualdade?
     Certamente porque o senhor deu a cada um segundo sua capacidade de aproveitar esses talentos. E censurou o servo mau que enterrou as moedas e não as fez render.
     Nessa parábola, Nosso Senhor quis indicar que ele quer e respeita a livre iniciativa e o direito de propriedade. E é da ordem natural das coisas que o respeito a esses dois princípios fazem crescer uma nação. Pois, quando os mais capazes alçam os menos capazes, todos gozam os frutos do trabalho bem ordenado e planejado, sem odiarem os que têm mais, mas admirando-os pela superior capacidade que Deus deu a uns e não a outros.
     Como bem comenta Dr. Plinio Corrêa de Oliveira, no regime igualitário ninguém tolera que um tenha mais do que outro, o que se chama propriamente o pecado capital da inveja. Isso vem em grande parte da mediocridade de não amar a superioridade do seu irmão e odiá-lo pelo fato de ser superior a si.
     Portanto, a ideologia comunista e socialista, próprias ao petismo e à Teologia da Libertação, é o regime da inveja e não da humildade, por mais que seus defensores encenem caras humildes. Eles não têm pena, por exemplo, dos miseráveis de Cuba nem da Venezuela, nem de outros países semelhantes. Desejam a sua pobreza e combatem no mesmo sentido nos outros países.
     O verdadeiro espirito do Evangelho é aquele que cria a harmonia entre as classes, promovendo o amor entre elas. E não o da Teologia da Libertação, que fomenta o ódio entre ricos e pobres, na sanha de acabar com os primeiros sem resolver o problema dos segundos.
     Afinal quem ama realmente os pobres?

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Aos que são de Deus verdadeiramente


     Com a graça de Nossa Senhora chegamos firmes na luta ao fim de mais um ano.
     Enquanto Nossa Senhora de Fátima não determinar o fim de tantas coisas ruins, nossa cruz é caminhar santamente dentro desse caos religioso e temporal que nos atinge.
     Tanto o ambiente religioso como o temporal são nossas arenas psicológicas e morais. E, tal como no velho Coliseu podíamos encontrar os ídolos pagãos de então, hoje encontramos os mesmos ídolos com aparência nova que dominam nosso século, aguardando que cada um de nós esmoreça e traia a Causa de Deus. Basta lançar um punhado de incenso nos pés dos ídolos modernos que estaremos livres das perseguições do mundo: idolatria pelo dinheiro e a saúde, pelo amor livre e as maiores aberrações sexuais, pelo prestigio e o poder, pelo ateísmo e pelo panteísmo ou a gnose, garantirão nossa ótima colocação no panorama moderno da vida.
     Até o novo governo pode nos dar a impressão de que tudo entrará nos eixos. Oxalá! Esperamos! Mas não podemos esquecer que só unidos a Deus os homens vencerão os seus males. Sem ele nada de verdadeiro, bom e belo é possível.
     Nesse clima chegamos ao mês de dezembro, em que se comemora o Santo Natal do Salvador.
     O panorama que traçamos acima é plúmbeo e assustador, mas a nossa missão neste mundo tão contrário a Deus é mais bela do que é feio o panorama dos acontecimentos.


     Se nos mantivermos fiéis, inabaláveis, nossa luz brilhará para o mundo tenebroso como brilham os faróis do mar de Iroise – mar da região da Bretanha, na França, que tem a fama de ser um dos mais perigosos da Europa – levando muitos a não soçobrarem nesse mar tempestuoso de pecados gravíssimos.
     É belíssima a vocação de ser um farol nos mares de Iroise durante a noite tempestuosa dos acontecimentos atuais.
     Digo isto com a intenção de sugerir ao leitor ou leitora, neste Natal, uma meditação diante do Menino Jesus no presépio.

     Aquele Menino tão frágil, tão pequenino, tão indefeso que vemos na manjedoura, esquecido e abandonado por tantas e tantas almas, não é outro senão o Deus criador de todo o Universo, redentor de todos os homens, o mais amoroso, o maior amigo de todos os homens, mas também o juiz de um poder infinito que julgará a todos nós, dando o prêmio aos que são dEle e a eterna punição aos que são contra Ele.
     Façamos tudo o que pudermos para que Ele não seja esquecido, ignorado, abandonado pelos homens ingratos. Cumulemo-lo com nosso amor mais profundo e ardente e repudiemos com força total tudo o que se opõe a Ele e aos Seus infinitos desígnios.
     Para que consigamos realizar essa atitude com perfeição, como sempre apregoou o inesquecível Dr. Plinio Corrêa de Oliveira, recorramos à intercessão de Nossa Senhora, Sua Mãe incomparável, inesgotável, e também nossa Mãe, A quem Ele não recusa nenhum pedido.
     Que o Menino Jesus, Nossa Senhora e São José lhe proporcionem, amigo de Deus, amiga de Deus, o mais Santo dos Natais, com o privilégio de desagravar de modo muito especial os Sagrados Corações de Jesus e de Maria pelos pecados que são cometidos contra eles pela humanidade hoje tão desviada!