quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Renúncia da civilização e ódio a Deus!


O meu trajeto diário até o Pacaembu inclui a Rua Caio Prado, a Rua Maria Antonia e a Av. Higienópolis.
Como em anos anteriores, mais uma vez deparei-me com uma cena deprimente. Em quase todos os semáforos jovens calouros sendo objeto do tristemente famoso trote. Sou contra! Sou contra porque é indigno, é aviltante da pessoa humana que é espiritual.









Jovens bem apessoados cobertos de tinta, ovos, mel e sei lá mais o que, brutalmente sujeitados a essa humilhação e o pior, concordando em levar na esportiva aquela verdadeira degradação.
Se alguém fizesse isso com dos incontáveis cachorros ultra bem cuidados que passeiam pela rua, estaria perdido. Iria para a delegacia, seria processado por atentar contra a dignidade dos animais etc. Mas o dono de um cachorrinho tão bem cuidado não dá a menor importância pelo fato do seu filho ou filha sofrer uma tamanha indignidade...






Pensei comigo: isso é mais do que uma brincadeira. Afinal, por que, ao entrar para um curso superior, a pessoa tem que suportar um enxovalhamento desses? Não é uma contradição, uma incoerência? Será que eles não pensam nisso?
Ou será que o objetivo é prepará-los psicologicamente para um impulso novo que receberão na faculdade, evidentemente para baixo? Sim, porque ao mesmo tempo em que esses jovens percebem que subirão no nível do ensino, percebem também que descerão no nível cultural...

Aí me lembrei do Fórum Mundial de Belém, que acabou de realizar-se; uma grande concentração indigenista, onde a expressão cristã está absolutamente ausente. Certamente graças aos novos missionários do tribalismo (do CIMI etc.) que procuram de todos os modos fazer voltar os índios, até os já civilizados, para o primitivismo selvático.
Percebi claramente como o ambiente estudantil e do fórum são harmônicos.
Recordei-me então de uma espirituosa mensagem que recebi pela internet e de uma foto que algum conhecido me enviou. Leia o texto abaixo e veja a foto: são muito ilustrativos, são “proféticos”... (infelizmente não conheço os autores)



Socorro!!! Querem acabar com a Língua Portuguesa!!!Reforma OrtográficaEis aqui um programa para resolver o problema da falta de autoconfiança do brasileiro na sua capacidade gramatical e ortográfica. Em vez de melhorar o ensino, vamos facilitar as coisas, afinal, o português é difícil demais mesmo. Para não assustar os poucos que sabem escrever, nem deixar mais confusos os que ainda tentam acertar, faremos tudo de forma gradual.
PRIMEIRO ANO
No primeiro ano, o "Ç" vai substituir o "S" e o "C" sibilantes, e o "Z" o "S" suave. Peçoas que açeçam a internet com freqüênçia vão adorar, prinçipalmente os adoleçentes. O "C" duro e o "QU" em que o "U" não é pronunçiado çerão trokados pelo "K", já ke o çom é ekivalente.Iço deve akabar kom a konfuzão, e os teklados de komputador terão uma tekla a menos, olha çó ke koiza prátika e ekonômika.
SEGUNDO ANO
Haverá um aumento do entuziasmo por parte do públiko no çegundo ano, kuando o problemátiko "H" mudo e todos os acentos, inkluzive o til, seraum eliminados.O "CH" çera çimplifikado para "X" e o "LH" pra "LI" ke da no mesmo e e mais façil..Iço fara kom ke palavras como "onra" fikem 20% mais kurtas e akabara kom oproblema de çaber komo çe eskreve xuxu, xa e xatiçe.Da mesma forma, o "G" ço çera uzado kuando o çom for komo em "gordo", e çem o "U" porke naum çera preçizo, ja ke kuando o çom for igual ao de "G" em "tigela", uza-çe o "J" pra façilitar ainda mais a vida da jente.
TERCEIRO ANO
No terçeiro ano, a açeitaçaum publika da nova ortografia devera atinjir o estajio em ke mudanças mais komplikadas serão poçiveis. O governo vai enkorajar a remoçaum de letras dobradas que alem de desneçeçarias çempre foraum um problema terivel para as peçoas, que akabam fikando kom teror de soletrar..Alem diço, todos konkordaum ke os çinais de pontuaçaum komo virgulas dois pontos aspas e traveçaum tambem çaum difíçeis de uzar e preçizam kair e olia falando çerio já vaum tarde.
QUARTO ANO
No kuarto ano todas as peçoas já çeraum reçeptivas a koizas komo a eliminaçaum do plural nos adjetivo e nos substantivo e a unificaçaum do U nas palavra toda ke termina kom L como fuziu xakau ou kriminau ja ke afinau a jente fala tudo iguau e açim fika mais faciu.Os karioka talvez naum gostem de akabar com os plurau porke eles gosta de falar xxx nos finau das palavra mas vaum akabar entendendo.Os paulista vaum adorar. Os goiano vaum kerer aproveitar pra akabar como D nos jerundio mas ai tambem ja e eskuliambaçaum.
QUINTO ANO
No kinto ano akaba a ipokrizia deçe kolokar R no finau dakelas palavra no infinitivo ja ke ningem fala mesmo e tambem U ou I no meio das palavra ke ningem pronunçia komo por exemplo roba toca e enjenhero e de uzar O ou E em palavra ke todo mundo pronunçia como U ou I, i ai im vez di çi iskreve pur ezemplu kem ker falar kom ele vamu iskreve kem ke fala kum eli ki e muito milio çertu ?Os çinau di interogaçaum i di isklamaçaum kontinuam pra jente çabe kuandu algem ta fazendu uma pergunta ou ta isclamandu ou gritandu kom a jenti e o pontu pra jenti sabe kuandu a fraze akabo.Naum vai te mais problema ningem vai te mais eça barera pra çua açençaum çoçiau e çegurança pçikolojika todu mundu vai iskreve sempri çertu i çi intende muitu melio i di forma mais façiu e finaumenti todu mundu no Braziu vai çabe iskreve direitu ate us jornalista us publiçitario us blogeru us adivogado us eskrito i ate us politiko i u prezidenti olia ço ki maravilia...























Quem sabe, pergunto eu em português arcaico, se o ilustre professor da foto não virá a ser um catedrático das nossas moderníssimas universidades, podendo até ser convidado para paraninfo de um futuro fórum Mundial! ...

A verdade é que o ser humano não tem o direito de renunciar à sua semelhança com Deus e prestará contas amargas por voltar-lhe as costas e escolher outro deus a quem se assemelhar...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Não quero ser empurrado para a selva...

O cavalo da primeira foto retrata esplendidamente as qualidades naturais com as quais Deus quis dotar o cavalo.



A força é notável em sua pronunciada musculatura, a agilidade se faz evidente na facilidade com a qual desloca velozmente seu grande peso, a beleza chamejante da crina e da cauda ao vento aumenta a sensação de leveza , a determinação e a irreversibilidade se refletem na cabeça acentuadas pelas ventas dilatadas.

O todo de um negro aveludado irradia uma sensação de poder, de capacidade de ação para o qual a grandeza do mar lhe serve magnificamente de moldura. Dir-se-ia um Pégaso negro. Que belo animal!
Já a segunda foto revela a aptidão colocada pelo Criador para o cavalo ser assumido pelo homem. Nela o cavalo não mostra nada de selvagem, pelo contrário revela civilização, requinte, elegância; valores que lhe são comunicados pela doçura e submissão com a qual se deixa dominar pelo homem e conduzir por este.

Algo da alma do cavaleiro como que passa para o animal espiritualizando-o. Sua atitude é de salão.
O cavaleiro, por sua vez, dá a impressão de comandar o cavalo sem fazer qualquer movimento. Discretíssimos, seus comandos são obedecidos prontamente pelo animal fazendo lembrar como Deus, muitas vezes imperceptível, rege e faz acontecerem coisas belíssimas através do homem.




Na terceira foto, o público admira encantado o espetáculo de um animal selvagem e bruto ser elevado pelo homem a executar movimentos tão elevados e cheios de categoria, que quase se é levado e afirmar ter o animal irracional tomado atitudes próprias aos salões aristocráticos. Um pouco como os antigos marqueses.


Isso é o verdadeiro ecologismo, no qual, tanto o homem como a natureza se elevam, se aprimoram e se enriquecem mutuamente.
E não a recusa de todos os valores de elevação em troca do primitivismo, do embrutecimento da alma, do tribalismo voluntário, da recusa de Deus, para onde estamos sendo empurrados meio à força.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Plinio Corrêa de Oliveira, o Farol do séc. XX

O farol é portador de uma mensagem especialmente bonita.
Foi o que me ocorreu ao ver o clipe abaixo. Uma maravilha.
O farol simboliza o que se mantém sempre alerta, o que adverte, o que denuncia. Função muitas vezes ingrata porque pode receber, além do ódio dos que tramam fazer mal a alguém, uma reação de antipatia, de azedume ou até de indignação por parte mesmo daqueles a quem ele quis evitar que caíssem nas armadilhas do inimigo. Sim, porque quem adverte pode ser, involuntariamente um estraga prazer.
“Vigiai e orai para não cairdes em tentação”, disse Nosso Senhor; e não “orai e vigiai”, comentava o Professor Plinio Corrêa de Oliveira. Nosso Senhor quis dizer que, de um certo modo, vigiar é mais importante que orar.
E realmente, quanta gente tem que orar muito mais porque não quis vigiar...
Ora, Plinio Corrêa de Oliveira foi o FAROL do Brasil. Se nosso país tivesse dado ouvidos a ele, as coisas seriam muitíssimo diferentes.
Por causa dos alertas do farol, muitas embarcações, enganadas pela falsa calma da superfície das águas, escapam à “fome” do mar. Logrado pelas denúncias de suas enganações, que o obrigam a “jejuar” indefinidamente, o mar agita suas águas e procura arrebentar o farol e tragá-lo para as suas profundezas intestinais; parece que o farol vai cair, mas ele tem base solidíssima, e resiste inabalável em seus fundamentos até vencer a obstinação do mar.
Assim devemos ser nós, admiradores de Plinio Corrêa de Oliveira. Devemos imitá-lo tanto na coragem e ousadia de vigiar e denunciar, quanto no resistir, em nome dos princípios imortais e imutáveis da verdadeira Doutrina Católica de sempre.
Com a Fé em Nossa Senhora, nada fará cair o farol. O mar acabará recuando!

(Aguarde um pouco alguns instantes. Vale bem a pena)


terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Natal antigo, de sonho; e Natal do futuro, miserabilista

Poucos dias antes do Natal apareceram em pontos da cidade de São Paulo, às vezes próximas de enfeites verdadeiramente esplendorosos, arvores de Natal de lixo!
Pasmem! Verdadeiros totens de lixo que servem apenas para irradiar a mensagem: “Preparem-se para um futuro cada vez mais socialista, ateu e desprovido de qualquer maravilhoso. As expressões do belo darão lugar a expressões de pobreza sem graça, sem valor e sem nada de esplendoroso.”
É o rumo que vai sendo impingido a todos nós.
Se chegaremos até lá é outra coisa, pois temos um Deus que vela por nós e no momento exato saberá mostrar que existe e sabe fazer sentir o Seu poder.
Talvez uma pequena manifestação da imortalidade do maravilhoso seja a nostalgia que de vez em quando aparece.
Assim, em meio a um emaranhado de notícias entristecedoras e de incontáveis manifestações ofensivas ao verdadeiro espírito de Natal, um artigo merece atenção especial.
O Sr. Rubem Alves publicou na Folha de São Paulo, dia 23, uma bem narrada nostalgia do tempo em que havia restos consistentes de felicidade e alegria.
Nostalgia que para os que têm esperança em Fátima, reboa como prenuncio de um futuro muito diferente daquele com o qual sonham os miserabilistas progressistas e socialo-comunistas.


O presépio
A contemplação de uma criancinha amansa o universo. O Natal anuncia que o universo é o berço de uma criança
MENINO, LÁ EM MINAS , eu tinha inveja dos católicos. Eu era protestante sem saber o que fosse isso. Sabia que, pelo Natal, a gente armava árvores com flocos de algodão imitando neve que não sabíamos o que fosse. Já os católicos faziam presépios.Os pinheiros eram bonitos, mas não me comoviam como o presépio: uma estrela no céu, uma cabaninha na terra coberta de sapé, Maria, José, os pastores, ovelhas, vacas, burros, misturados com reis e anjos numa mansa tranqüilidade, os campos iluminados com a glória de Deus, milhares de vaga-lumes acendendo e apagando suas luzes, tudo por causa de uma criancinha. A contemplação de uma criancinha amansa o universo. O Natal anuncia que o universo é o berço de uma criança.Até os católicos mais humildes faziam um presépio. As despidas salas de visita se transformavam em lugares sagrados. As casas ficavam abertas para quem quisesse se juntar aos reis, pastores e bichos. E nós, meninos, pés descalços, peregrinávamos de casa em casa, para ver a mesma cena repetida e beijar a fita.Nós fazíamos os nossos próprios presépios. Os preparativos começavam bem antes do Natal. Enchíamos latas vazias de goiabada com areia, e nelas semeávamos alpiste ou arroz. Logo os brotos verdes começavam a aparecer. O cenário do nascimento do Menino Jesus tinha de ser verdejante.Sobre os brotos verdes espalhávamos bichinhos de celulóide. Naquele tempo ainda não havia plástico. Tigres, leões, bois, vacas, macacos, elefantes, girafas. Sem saber, estávamos representando o sonho do profeta que anunciava o dia em que os leões haveriam de comer capim junto com os bois e as crianças haveriam de brincar com as serpentes venenosas. A estrebaria, nós mesmos a fazíamos com bambus. E as figuras que faltavam, nós as completávamos artesanalmente com bonequinhos de argila.Tinha também de haver um laguinho onde nadavam patos e cisnes, que se fazia com um pedaço de espelho quebrado. Não importava que os patos fossem maiores que os elefantes. No mundo mágico tudo é possível. Era uma cena "naif". Um presépio verdadeiro tem de ser infantil.E as figuras mais desproporcionais nessa cena tranqüila éramos nós mesmos. Porque, se construímos o presépio, era porque nós mesmos gostaríamos de estar dentro da cena. (Não é possível estar dentro da árvore!).Éramos adoradores do Menino, juntamente com os bichos, as estrelas, os reis e os pastores.Será que essa estória aconteceu de verdade? Foi daquele jeito descrito pelas escrituras sagradas? As crianças sabem que isso é irrelevante. Elas ouvem a estória e a estória acontece de novo. Não querem explicações. Não querem interpretações. A beleza da estória lhes basta. O belo é verdadeiro. Os teólogos que fiquem longe do presépio. Suas interpretações complicam o mundo.O presépio nos faz querer "voltar para lá, para esse lugar onde as coisas são sempre assim, banhadas por uma luz antiqüíssima e ao mesmo tempo acabada de nascer. Nós também somos de lá. Estamos encantados. Adivinhamos que somos de um outro mundo." (Octávio Paz )Seria tão bom se os pais contassem essa estória para os seus filhos!

Presépio das Casas Pernambucanas na Rua da Consolação.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Os Natais que não existem mais...; mas que voltarão...






“Os senhores não pegaram esse traço que havia nos antigos natais que eu peguei, no tempo em que o Natal tinha uma sacralidade que os senhores não podem ter idéia!
“No meu tempo, nos dois ou três dias que precediam o Natal, já um certo aroma da atmosfera natalina começava a envolver a cidade.




“No centro velho da cidade, havia casas que vendiam brinquedos. Tinham na vitrine um presépio, e um gramofone que tocava músicas: eram as músicas de Natal...







“Quando chegava a noite de Natal, as famílias todas começavam a ir em grupo para a igreja, devagarzinho, na noite.... na paz, naquele andar, assim, devagar...
“Batem os sinos! Dentro da igreja começam a cantar os cânticos de Natal. É a missa que começa. Tinha-se a sensação de uma graça que vinha de uma altura, mas de uma altura!..









“Era uma graça que enchia as pessoas de disposições de espírito, que parecem incompatíveis, mas que convivem maravilhosamente:
“A noção recolhida, humilde e enlevada do sublime; e de outro lado, a doçura de quem recebe uma misericórdia sem limites.

“Era uma coisa que é preciso ter visto. Os natais, depois, não tiveram mais isso. Talvez de nada na minha infância eu tenha tanta saudades quanto desse aroma, dessa graça de Natal.” (Plinio Corrêa de Oliveira 5/1/1989)

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

“O sol, sem o qual as coisas não são senão o que elas são”

Nunca ouvi dizer que alguém não gostasse dos pores de sol. Evidentemente me refiro aqueles crepúsculos que são verdadeiros espetáculos proporcionados no imenso palco do panorama por um único autor, o sol.
Chama a atenção o fato de que, independente dos homens se deterem para admirar o astro rei, promove ele suas sublimes pirotecnias esplendidamente adaptadas ao panorama e ao céu que lhe servem de moldura nos mais variados lugares do mundo.
Contudo, temos que reconhecer, existe uma grande indiferença para com o sol por parte da maioria das pessoas. O sol é tratado com a maior indiferença, e, no entanto, sem a sua luz a vida seria impossível, inclusive a humana.
Mas o comum dos homens pouco pensa nisso. Especialmente certa gama de cientistas, de ecologistas etc., para os quais só interessa o buraco da camada de ozônio, o aquecimento global (que meio desmentido pela realidade, foi substituído jeitosamente pela mudança climática. Depende do momento). São personagens quase sempre alheios à Fé Católica, determinados a impingir uma espécie de Fé ecológica aos pobres párias desentendidos. Voltemos ao nosso tema.
De onde vem essa obstinação de negar ao sol o reconhecimento, a admiração, o entusiasmo que o seu alto nível de beleza merece?
Se nos detivéssemos um pouco para saborear a frase que um francês - com um certo tipo de gume que eles têm mais do que ninguém - proferiu sobre o sol, após considerar admirativamente o efeito da sua luz sobre as coisas da Terra.
“O sol, sem o qual as coisas não são senão o que elas são...” Que bela explicitação! Frase aliás, que Dr. Plinio citou em incontáveis ocasiões.



Sem entrar em comparação com o filho daquela nação que é chamada a Filha Primogênita da Igreja, ousemos fazer também uma consideração com o intuito de proporcionar algum regalo para o espírito dos leitores.
Quis Deus Nosso Senhor que o dia dos homens acabasse não raramente com belos pores de sol. O crepúsculo é o fim do dia, o “coucher du soleil”, o deitar do sol; e exerce um misterioso atrativo para os que sabem elevar o espírito e contemplar, no fundo para os que sabem viver.
Sim, porque ao término do dia o sol aparece em sua glória e como que no fim de um longo caminho; caminho que, por sua vez termina na noite.
E lembra ao homem que sua vida nesta terra terminará numa noite. Que na ponta da sua trajetória existe um SER que o aguarda com a promessa de uma glória incalculável, para além a noite. Bem entendido se ele, criatura redimida, souber aproveitar a vida para preparar esse encontro supremo, com o “Supremo Sol” que o criou, o redimiu, o amou infinitamente.
Invoco aqui a frase de Santo Agostinho da qual não me recordo com toda precisão:
“Deus é amigo dos homens e quer sua salvação. Cumpre aos homens tornarem-se amigos de Deus”.


Ao contemplar estes pores de sol, é a frase que nos brota do coração.
Sejamos realmente amigos de Deus.
O resto é ilusão e aflição de espírito.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O futuro depende das mães, verdadeiramente mães

Em 2030 seremos um país de velhos, foi a notícia alarmante divulgada pela mídia recentemente. Grande preocupação, nossas crianças estão diminuindo. O índice de fertilidade da mulher brasileira chegou a 1,7 filhos por mulher no sul e sudeste do Brasil. No futuro os idosos terão que trabalhar mais, a previdência não suportará manter tanta gente, pouquíssimos jovens trabalharão. E além disso, o número de brasileiros já estará com uma forte tendência à redução.
O tema poderia ser abordado sob vários ângulos, todos eles importantes e nada desprezíveis.
Atenho-me em considerar que o esquema de vida moderno transformou enormemente a visão e a vida as mulheres.




O progresso técnico e desenvolvimentista criou a idéia de que a mulher emancipada deve fazer exatamente o que o homem faz. Trabalhar como o homem, tanto nas funções de força como de inteligência, e relegar para um segundo plano aquilo que sempre foi próprio às mulheres.
A mídia, a moda e a pressão modernista fez triunfar o divórcio, considerado uma liberação para os casamentos que não davam certo. Sob este risco, a mulher precisou sair à rua e trabalhar.


O importante passou a ser a boa colocação no mundo do trabalho e, secundariamente, a vida familiar.
Educar filhos ficou mais difícil e, para muitas, se transformou num grande abacaxi, pois enquanto segunda jornada a vida da família se tornou uma necessidade pesada e secundária. Daí, quanto menos filhos melhor.
Um outro tipo de mulher foi imposto como ideal feminino: A mulher masculinizada, executiva e sensual. Secundariamente a esposa fiel e mãe com vários filhos.
Hoje o tiro sai pela culatra.


A realidade mostra que as mulheres realmente tiveram prejuízo. Da mesma forma o Brasil e o mundo.
É evidente que no esquema atual o trabalho feminino virou para muitas uma necessidade. Não critico as mulheres que precisam trabalhar. Mas não vejo como não desejar que essa situação se modifique. Caso contrário o futuro será catastrófico.
Dizia o Prof. Plínio Corrêa de Oliveira que nada a mulher pode fazer de mais elevado do que um filho. Dar à luz, introduzir o filho no seio da Santa Igreja Católica através do batismo, esculpir-lhe pacientemente a personalidade e educá-lo até o momento em que, já crescido, entra na vida da Nação com o seu contributo único, religiosa e moralmente íntegro, e com ideal de fazer o bem.


Hoje estamos nesta situação: Faltam mães que queiram ser realmente mães, no sentido mais elevado da palavra. O Brasil padece a falta de mães. Das mães que conseguem passar a matriz de bem como só elas sabem, das mães com uma dedicação heróica e desinteressada para com os filhos, das mães cientes que colaboram com Deus no verdadeiro progresso da sociedade e no povoamento do Céu.
Promovam-se as verdadeiras mães, dentro dos verdadeiros matrimônios, que aí sim serão fechadas as prisões, a sociedade se enriquecerá de verdadeiros valores humanos, haverá mais amor entre as pessoas. Não creio que elas realmente se libertaram, pelo contrário.

O Brasil e o mundo depende delas, das mães verdadeiramente mães.
Mães assim são extremamente amadas a vida inteira, na velhice são veneradas, e morrem como que antegozando o Céu, porque são miniaturas de Nossa Senhora.